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Uma nova era na NBA - Parte 2

Por: Marcelo Frederico


Estamos de volta com nosso Top 10 dos principais candidatos ao título da próxima temporada da NBA, e agora vamos à segunda parte, com um Top 5. Não leu a primeira matéria do 10º ao 6º com mais chances de ser campeão? Então clique aqui!


(Foto: Jesse D. Garrabrant / NBAE)

5 – Houston Rockets


O time do Texas venceu o Utah Jazz com tranquilidade na primeira rodada dos playoffs por 4 a 1. Porém, apesar do grande desempenho de James Harden, que chegou a atingir a histórica marca de 32 jogos seguidos marcando pelo menos 30 pontos na fase regular, os Rockets pararam no poderio do Golden State Warriors nas semifinais de conferência, mesmo vencendo dois jogos.


Após o término da temporada, vieram à tona notícias de desentendimento entre Harden e Chris Paul, os dois astros do time. Houve interesse em envolver Chris em um “sign and trade” com os 76ers em troca do ala Jimmy Butler, que teria manifestado o desejo de mudar de ares, mas o jogador preferiu seguir para o Miami Heat. Após o negócio que resultou na ida de Paul George para o Clippers, o Oklahoma ouviu de Russel Westbrook o pedido de troca, pois graças a quantidade de futuros picks recebidos e a chegada do novato Shai Gilgeous-Alexander, o time passara do patamar de briga por título para o de reconstrução. Com isso, os Rockets enviaram Chris Paul e mais futuras escolhas de draft e garantiram o reencontro do “Barba” com Russ, que jogaram juntos em OKC no time que chegou às finais contra o Heat em 2012.


Apesar dos dois jogadores estarem entre os mais “fominhas” da liga, no que se refere a gerir as ações ofensivas de seus respectivos times, o talento individual da dupla é indiscutível, e mais do que o suficiente para que ambos se adequem a um estilo de jogo com responsabilidades de criação e pontuação mais compartilhadas. Contando ainda com Clint Capela e Eric Gordon, o time é um dos candidatos a chegar, pelo menos, à final de conferência.


(Foto: Jeff Hasnisch / USAY TODAY Sports)

4 – Milwaukee Bucks


O Milwaukee Bucks é um bom exemplo de como se formar um time em torno de um jogador. Quando se tem um atleta como Giannis Antetokounmpo, com o talento e a força física para jogadas de penetração e a capacidade de matar bolas de três quando necessário, tudo o que se precisa fazer é o rodear de bons jogadores de perímetro. Com nomes como Khris Middleton, Malcolm Brogdon e até mesmo o pivô Brook Lopez, foi o que aconteceu nessa última temporada.


Não é fácil marcar o grego, que foi eleito o MVP da fase regular. Porém, quando se consegue, as chances de vitória contra o time de Wiscosin crescem bastante. E quando somado a isso se tem um time sólido, bem treinado, e com um jogador com calibre de MVP de finais, se tem como resultado o que aconteceu nas finais da Conferência Leste. Após varrer a série contra o Detroit Pistons na primeira rodada e bater por 4 a 1 o Boston Celtics nas semifinais, o Milwaukee Bucks encarou pela frente o Toronto Raptors de Kawhi Leonard, que fez com que Giannis jogasse muito abaixo do esperado na série, devido ao seu imenso poder defensivo. O Toronto venceu por 4 a 2, chegando às finais e sendo posteriormente campeão sobre o Golden State Warriors.


Para a próxima temporada, os Bucks mantêm praticamente o mesmo time. A única grande perda foi a do ala-armador Malcolm Brogdom (IND), que apesar dos 50,5% de aproveitamento em arremessos de quadra na última temporada, ficando atrás somente de Antetokounmpo, não deve atrapalhar a ascensão do grego, que ainda faz da equipe uma das favoritas ao título na próxima temporada.


(Foto: Jesse D. Garrabrant / NBAE)

3 – Philadelphia 76ers


Após o término da temporada vencida pelos Raptors sobre os Warriors, um lance em específico veio à cabeça de alguns fãs da NBA e certamente de todos os fãs do Philadelphia 76ers. Final de jogo 7 das semifinais da Conferência Leste, bola nas mãos de Kawhi Leonard, que arremessa. A bola quica quatro vezes no aro antes de cair e sacramentar a eliminação dos Sixers. Caso ela não caísse, o jogo ainda iria para a prorrogação, onde tudo poderia acontecer. Mas não se pode duvidar de que o Philadelphia, que venceu a primeira rodada contra os Nets por 4 a 1, faria uma frente tão forte quanto os Raptors fizeram contra os Bucks e posteriormente contra os Warriors, ainda mais desfalcados de Klay e Durant.


Com a saída de iminente de Jimmy Butler, Elton Brand, GM dos Sixers, conseguiu um “sign and trade” com o Miami Heat, garantindo em troca o ala-armador Josh Richardson, mas para ser o substituto direto de J.J. Reddick como força nas bolas de três e ainda abrindo espaço na folha salarial. Com isso, Tobias Harris retornou com contrato de cinco anos e US$ 180 milhões e, de quebra, Al Horford (BOS) acertou por quatro anos e US$ 109 milhões.


Já sendo um dos times mais fortes da temporada passada com o armador Ben Simmons e o pivô Joel Embiid, apesar das lesões, entre os melhores jogadores da liga, a equipe perde peças importantes, mas as repõe os deixando ainda melhor, principalmente se tratando de defesa. Com Horford permitindo a Embiid alguns futuros e necessários descansos, mas sem perder a qualidade na posição, e com uma possível melhora nos arremessos de quadra de Simmons, que os vem treinando nessas férias, o Philadelphia 76ers pode ter o fator que falta para chegarem ao título esse ano.


(Foto: NBAE / Getty Images)

2 – Los Angeles Lakers


Na grande novela da “trade deadline” da última temporada, que se encerrou somente após as finais, Anthony Davis finalmente acertou sua transferência para os Lakers, em troca de uma das maiores quantidades de “assets” já pagas por um jogador. Lonzo Ball, Brandon Ingram, Josh Hart e ainda três escolhas futuras de draft. Esse foi o preço pago ao New Orleans Pelicans pelo ala-pivô. Porém, levando em conta a idade de Lebron James (34 anos) e o tempo restante de seu contrato (três anos), os Lakers não poderiam perder a oportunidade de ter um jogador do calibre de Anthony Davis, principalmente após uma temporada sem sequer aparecer nos playoffs.


A segunda grande novela envolvendo os Lakers foi a de Kawhi, que esperou quase uma semana após o início da “free agency” para escolher seu destino. A escolha dos Lakers em esperar por Kawhi pode ter custado caro. Com dois dos cinco principais jogadores da liga no time, a escolha mais sensata seria melhorar o elenco entorno da dupla, tendo em vista que toda a base do time, com exceção de Kyle Kuzma e Lebron, havia sido trocada ou estava sem contrato. Porém, enquanto bons nomes foram escolhendo seus times, a espera por Kawhi continuava. Apesar de a novela dessa vez não ter um final feliz para os Lakers, o time conseguiu fechar com alguns bons nomes disponíveis naquele momento. DeMarcus Cousins (GSW) e Danny Green (TOR) chegam para o time titular, além de Quinn Cook (GSW) e Jared Dudley (BKN), e Kentavious Caldwell-Pope e JaVale McGee, que retornam com novos contratos.


Tudo indica que o elenco ainda não está completo e que haverá novos nomes ainda antes do início da temporada ou até a “trade deadline”. Mas o fato é que por ter este que para muitos é o melhor duo em uma liga agora formada por grandes duos, os Los Angeles Lakers vêm como fortíssimos candidatos ao título da NBA na próxima temporada.


(Foto: Getty Images)

1 – Los Angeles Clippers


Em um movimento que pegou todos de surpresa, os Los Angeles Clippers venceram a concorrência de Toronto Raptors e Los Angeles Lakers e conseguiram fechar contrato com o atual campeão e MVP das finais: Kawhi Leonard. Todos ouviam que os Clippers eram os favoritos para levar o astro, porém a surpresa foi o pacote formado após a confirmação de que Paul George havia se juntado ao “Fun Guy”. Sendo oferecidos cinco futuros picks, além de Shai Gilgeous-Alexander e Danilo Gallinari, destaques do time na última temporada, o Oklahoma City Thunder não teve outra opção a não ser aceitar. A campanha de 48 vitórias na campanha regular e as duas vitórias sobre um Golden State Warriors completo, apesar da eliminação, além da organização e o fato de terem o dono mais rico entre todos os times de todos os esportes americanos, pesaram na escolha do ala, que havia já expressado o desejo de jogar na cidade.


A dupla chega em um elenco forte, com o armador Patrick Beverley, o pivô Montrezl Harrell e o armador e eleito melhor sexto jogador do ano Lou Williams, comandados por Doc Rivers. As perdas de Gallinari e principalmente de Shai, que fez uma ótima temporada como novato, serão sentidas. Porém quando se recebe em troca Kawhi e PG 13, possivelmente os dois melhores jogadores defensivamente da liga, o sacrifício é válido.


Os Clippers vêm se preparando para esse momento desde a chegada de Steve Ballmer como dono, se estruturando aos poucos, e finalmente chegaram ao ponto de ter seus dois super astros para carregar a franquia. O terreno está pronto para Kawhi Leonard e Paul George conquistarem tudo o que almejarem nessa próxima temporada, onde em uma liga mais equilibrada do que nunca, qualquer pequena vantagem pode ser um enorme diferencial. Porém com tanta qualidade espalhada entre os times, será sempre um equívoco tentar cravar algo antes da hora.


Esse foi o Top 10 das forças para a próxima temporada da NBA, que começa no dia 16 de outubro, e você acompanha tudo o que acontecer na liga, aqui, na Alternativa Esportes

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