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Treinos por videochamada: atacante brasileiro que joga na Malásia conta como é a experiência

Por Thiago Julianelli


Gustavo é o camisa 10 do UiTM FC, da Malásia, e tem dois gols anotados na atual temporada (FOTO: REPRODUÇÃO / SITE OGOL)

Nove clubes no currículo, experiência no futebol estrangeiro e muita história para contar. Rodado no futebol, apesar dos 23 anos, Gustavo Almeida, que atua no UiTM FC, da Malásia, contou sobre a experiência de atuar no país, além de como tem encarado a pandemia do novo coronavírus. Com uma rotina diferente por conta da quarentena imposta pela doença, G9 Abençoado, como é apelidado, relatou como tem sido os treinamentos por videochamada, solução adotada pelo clube malaio em que joga.


O papo exclusivo com a Alternativa Esportes aconteceu no Programa Resenha Alternativa, que rola toda terça e quinta-feira, às 20h. Você pode ouvir aqui no site ou no aplicativo da Alternativa Esportes (baixe aqui!). Confira alguns pontos da conversa, que será dividida em outras partes e publicadas porteriormente, com outros assuntos!

Perfil: Gustavo é paulista e já atuou por Linense (SP) (2014), Marília (SP) (2015/2016), Esportivo (RS) (2017/2018), Guarany de Bagé (RS) (2018), Almirante Barroso (SC) (2018), Vitória da Conquista (BA) (2019), Doce Mel (BA) (2019) e Nam Dinh (Vietnã) (2019).

Covid-19: quando parou tudo na Malásia?


Jogamos a última partida no dia 15 de março, e a princípio, depois seria uma data Fifa, onde teria convocações para amistosos. Após o jogo, foi decretado cinco dias de folga, e eu particularmente, fui para uma praia próxima. Só que depois de dois dias da folga, um diretor ligou pra gente e disse para estarmos retornando para nossas casas, porque o país ia entrar em quarentena e que o campeonato estaria suspenso até segunda ordem.


Alguma previsão de retorno do futebol?


Desde lá até aqui, eles estão estimulando novas datas para se pronunciar, mas não se pronunciam, e nós seguimos as orientações do país, ainda mais nós estrangeiros. Ficamos meio restritos, com medo também, não estamos no nosso país, longe dos nossos familiares e vamos seguindo tudo que eles mandam. A gente não sabe quando pode voltar, até porque, como atleta, acredito que o futebol vai ser a última coisa a voltar, porque reúne muitos jogadores, torcedores, aí jogador vai pro campo, volta, vai pra casa... Eu aqui em casa sei que não me relaciono com ninguém, mas qual é a garantia que tenho de outro companheiro que é local? Que vai para sua casa, tem seus amigos e tem contato com outras pessoas? Aí ele volta para treinar amanhã e vai ter contato comigo e outros companheiros.

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"G9 Abençoado", como é apelidado, já atuou por várias equipes no futebol brasileiro, como o Almirante Barroso (SC) (FOTO: SITE / AGÊNCIA MD SPORTS)

Quarentena foi obrigatória?


Sim, foi decretada pelo governo há mais de um mês. Diferente do Brasil, sabemos que tem pessoas que seguem, mas outras não seguem. Vejo pela televisão e redes sociais as pessoas em grupos. E aqui é bem diferente, todos estão seguindo a lei, todos em casa, os comércios estão fechados e não se vê ninguém na rua. Aqui da sacada do meu prédio eu não vejo ninguém na rua, eu fico até impressionado e comento com meus familiares do Brasil que aqui eles seguem direito a restrição de ficar em casa.


Adaptação ao Vietnã e Malásia


Diferente a adaptação. Ano passado estive jogando no Vietnã, lá os horários são os mesmos. Em questão da adaptação do fuso horário, aqui na Malásia foi mais tranquilo. Sempre que nos mudamos para um país diferente, tem a adaptação ao país, aqui é mais diferente... Em questão de fuso horário está sendo bem tranquilo, é questão de uma semana de começar a treinar forte, e aí o corpo já se adapta automaticamente. Agora, nessa quarentena, eu não vou mentir não, estou no horário do Brasil! Inclusive eu não dormi, estou acordado desde ontem. A gente treina por vídeos, mas não é a mesma coisa, e o corpo acaba voltando à rotina do Brasil automaticamente.


Treinamentos por vídeo


É como se tivéssemos uma programação já montada, como se estivéssemos treinando dia após dia. No sábado e domingo eles dão folgas, e no domingo à noite eles já mandam uma programação para os jogadores: segunda-feira durante a manhã a gente entra em determinado horário e à tarde em outro horário. E aí quando conectamos o vídeo está todo mundo: presidente, treinador, diretor, o preparador físico, o auxiliar do preparador físico, o fisioterapeuta, e todos estão ali te vendo, todos juntos. Depois, eles vão passando os treinos e as coordenadas. Enquanto o preparador físico faz um movimento para a gente repetir, está o fisioterapeuta, o auxiliar, todos visualizando os atletas para ver se estão fazendo corretamente.

© 2018 Alternativa Esportes. Orgulhosamente criado com Bruno Pinheiro. 

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