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Transferência de Pedro, do Flamengo, é investigada pela Polícia do Rio, por suspeita de fraude

Com 16 anos, à época, Pedro foi destaque do Campeonato Carioca Sub-20. Marcou 20 gols na competição e, mesmo assim, foi desligado do Duquecaxiense após um pedido do então treinador da equipe, Gilberto Figueiredo, através de um e-mail enviado à FERJ. Sem custo algum, o atleta foi então para o Artsul, clube que adquiriu parte dos seus direitos econômicos. Nesta mesma negociação, Cristiano da Costa Pereira, então vice-presidente do Artsul, tornou-se um dos empresários do jovem artilheiro.


Após sete meses, sem nunca ter atuado pela equipe de Nova Iguaçu, Pedro assinou com o Fluminense, onde começou a deslanchar, tendo passagem pela Fiorentina da Itália e sendo efetivamente contratado pelo Flamengo após um período emprestado ao Rubro-Negro. Apenas nesta negociação, o Artsul embolsou R$ 9 milhões, através do mecanismo de solidariedade da FIFA, que obriga o pagamento de um valor proporcional ao clube formador de um atleta em todas as negociações de sua carreira.

Imagem: Divulgação/Flamengo (Créditos: Alexandre Vidal)

Em depoimento à Polícia, a mãe de Pedro afirmou ter recebido R$ 80 mil quando o filho deixou o Duquecaxiense rumo ao Artsul e repassou, "espontaneamente", R$ 50 mil ao treinador Gilberto, que o dispensou da equipe de Caxias, como forma de "reconhecimento a contribuição e esforço" para o sucesso de Pedro.


A Delegacia responsável pelo caso investiga todas as partes envolvidas nas transações e, caso sejam comprovadas irregularidades, os envolvidos poderão pegar de dois a seis anos de prisão, por estelionato e falsificação de documentos.