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Taticamente, Flamengo

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Rádio Alternativa Esportes.


Por: Rômulo Diego Moreira

Jorge Jesus está há dois meses no Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

Vai começar as quartas de final da Libertadores e você vai acompanhar tudo na rádio Alternativa Esportes. Neste artigo, os webouvintes vão saber todos os pontos táticos dos times vivos na competição mais relevante do continente.


O Flamengo decidiu mudar de patamar. O Rubro-Negro colhe os frutos de um gestão financeira consistente e investiu pesado em 2019. As cifras chegam na casa de R$200 milhões de reais com uma folha salarial que passa a casa dos R$16 milhões por mês. Após times medianos, chegou o momento do Fla ter jogadores de referência como, por exemplo, Filipe Luís, Rafinha, Arrascaeta, Rodrigo Caio, Bruno Henrique, Gabigol e etc. Após a goleada sobre o Vasco, o foco total vai à Libertadores. A última vez que o Flamengo chegou às semifinais foi em 1984, quando a competição tinha um outro formato. Dois grupos de três eram formados e os melhores clubes de cada chave iam à final. O time da Gávea caiu diante de Grêmio e Universidad de Los Andes, em 84, e contra Peñarol e River Plate, em 1982.


O recém-chegado Jorge Jesus traz novas ideias. Por isso, ele arma um Flamengo bem distinto do ex-técnico Abel Braga, que jogava num 4-1-4-1 com uma variação para o 4-2-3-1. O português prefere o esquema 4-1-3-2 com uma variável para o 4-4-2 e até um 4-3-3. A mudança no conceito é tão grande que alguns jogadores que eram indispensáveis para o ex-treinador como Cuéllar, perderam espaço. Em compensação, outros atletas subiram bastante de produção. É o caso de De Arrascaeta.


A base da filosofia do atual comandante é a intensidade com o objetivo de ter o controle do jogo. Ele gosta de jogar majoritariamente com a linha alta, pressionando o adversário. A aposta é que a pressão leve o adversário para a rápida tomada de decisão e, consequentemente, cometa equívocos perto do seu campo ofensivo do time carioca. Com o português, o Flamengo aposta num time mais vertical. Ele se utiliza muitas vezes da transição direta para chegar rapidamente ao gol dos rivais, como aconteceu no lançamento de Pablo Marí para Gérson, cujo resultado foi o gol de Gabriel Barbosa. Além disso, o Rubro-Negro está chutando mais de média e longa distância. A aposta em lances individuais tem obtido êxito, conforme aconteceu nos clássicos contra Botafogo e Vasco. Abel entregou um time que era o segundo melhor ataque do Brasil. Jesus recebeu peças melhores - os laterais de nível de seleção e Gérson, que vive grande fase - e aperfeiçoou o poder ofensivo. Atualmente, o vice-líder do brasileirão tem o melhor ataque do Brasil.


O calcanhar de Aquiles do Flamengo é a defesa que nunca conseguiu um nível de excelência na temporada e piorou bastante. Não importa se o jogo é contra os reservas do Grêmio, um clássico ou jogo decisivo da Libertadores, com o português, o time sempre leva gol. A exceção foi a partida contra o Emelec, no Rio de Janeiro, cujo placar terminou 2 a 0. Um dos motivos pelo qual a defesa é vulnerável é a questão tática. Jorge Jesus avança os dois laterais ao mesmo tempo, os meias caem por dentro para buscar aproximação e, consequentemente, o sistema defensivo fica comprometido. Rafinha e Filipe Luís ainda estão se adaptando ao futebol brasileiro e facilmente são vencidos numa jogada de transição ofensiva dos adversários buscando à amplitude. Outro ponto negativo, é o espaço entre os setores. No jogo contra o Vasco, apesar da goleada, o primeiro tempo foi bem equilibrado. E as oportunidades oriunda de erros nas costas dos laterais assustam. Além disso, o posicionamento nas bolas paradas não é o mais adequado. Por que será que o Rubro-Negro precisou fazer dois pênaltis no Cruzmaltino? Certamente, devido aos erros de posicionamento, no qual o rival poderia ter levado vantagem. A expectativa para o primeiro confronto é que recupere Rodrigo Caio, Vitinho e Lincoln. Numa perspectiva de classificação, o time da Gávea terá que aproveitar os prováveis desfalques no meio-campo do Inter e a força da torcida para largar com uma boa vantagem.

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