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Rogério Ceni, o escolhido

Por: J.V. Laguárdia

Rogério Ceni fez um bom trabalho no Fortaleza (Foto: JL Rosa)

Nas primeiras horas do último domingo (11/08), houve a confirmação de que o mais novo treinador da Raposa foi escolhido pela cúpula celeste, e o nome da vez é de um antigo carrasco, dentro das quatro linhas, durante o tempo em que defendeu o escudo do tricolor paulista, trata-se de Rogério Ceni. A escolha foi possível, também, após a aprovação de alguns jogadores, considerados líderes do elenco.


Como goleiro, o ex-camisa 1 foi o algoz do Cruzeiro. Foi a Raposa quem sofreu mais gols (sete no total), e todos no goleiro Fábio. Vale lembrar que o Palmeiras também foi vazado sete vezes com as faltas e pênaltis cobrados, com maestria, por Ceni. Porém, o que diferencia é que esses gols não foram feitos em um mesmo goleiro.


Não há o que questionar sobre os 25 anos de carreira vitoriosa de Rogério Ceni, que jogou apenas no São Paulo. Em sua passagem pelo Tricolor, time que defendeu em 1.237 oportunidades, conquistou diversos títulos, como Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana, Copa Libertadores, Mundial de Clubes, entre outros. Além disso, com a Seleção Brasileira, o arqueiro garantiu o título de Campeão do Mundo, na Copa de 2002, e a Copa das Confederações, de 1997.


Em 2015, após os 25 anos debaixo da trave do estádio Morumbi, Ceni se aposentou e começou a se planejar para, algum dia, ser um técnico de futebol. Depois de um período de descanso, viajou para a Inglaterra e realizou o primeiro módulo da FA (Football Association), com duração de duas semanas. Ao retornar ao Brasil, foi convidado para assumir o cargo no seu clube de coração, no início de 2017. O trabalho durou apenas seis meses e o fator crucial para a demissão foi o jejum de seis jogos sem vencer, o que deixou o time na zona do rebaixamento. Ceni saiu com 49,5% de aproveitamento. Em 37 jogos obteve 14 vitórias, 13 empates e dez derrotas. Entretanto, é importante salientar que Rogério Ceni conviveu com a venda de muitos jogadores nesses seis meses, o que não possibilitou a implementação de um perfil de time e de jogo.


Após essa breve passagem na capital paulista, o ex-arqueiro foi se qualificar ainda mais e completou o primeiro módulo da Licença A, da CBF Academy. Com mais maturidade e estudos, o ídolo são-paulino aceitou o desafio de comandar o Fortaleza. No Leão do Piçi teve mais tempo para trabalhar e compartilhar a sua ideia de jogo, mais ofensivo, e obteve êxito. Realizou uma excelente campanha na Série B de 2018, o que possibilitou o acesso à elite do futebol brasileiro e também conquistou a Copa do Nordeste e o Campeonato Cearense, ambos em 2019, e logo se tornou um ídolo pelo Leão.


Os números no Fortaleza são bons. Em 2018, foram 94 jogos, com 51 vitórias, 18 empates e 25 derrotas, aproveitamento de 60,63%. Em 2019, o aproveitamento reduziu: foi para 55,25%. Em 38 partidas, venceu 19, empatou nove e foi derrotado 11 vezes. Vale relembrar que o nível de competitividade aumentou.


De acordo com pessoas do staff de Rogério Ceni, o principal motivo que o fez aceitar a proposta do Cruzeiro é o fato de ter perdido atletas, considerados importantes na ideia de jogo do treinador.


Ceni desembarcou em Belo Horizonte nesta terça-feira (13/08), com um grande desafio pela frente: recuperar o elenco celeste a fim de livrar o time do Z-4 e, se possível, chegar a final da Copa do Brasil, revertendo um placar de 1 a 0, para o Internacional. Tudo isso passa pela ideia da implementação de um futebol ofensivo, o que não era visto há três anos, devido a proposta de jogo defensivo de Mano Menezes.


A principal dúvida, na cabeça dos cruzeirenses, é se Rogério Ceni terá habilidades de gerir um elenco repleto de medalhões, como Fred, Thiago Neves, Fábio, Dedé e Henrique. De acordo com a diretoria, o agora treinador terá carta branca para realizar todas as mudanças que pensar serem necessárias, como a de afastar jogadores que não estão dispostos a contribuir com o trabalho e utilizar mais a base.

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