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Ramonizados: a virada de chave para a recuperação da essência do Vasco

Atualizado: Set 12

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Por Guilherme Xavier


Ramon Menezes tem tido bons resultados no início do trabalho à frente do Vasco | Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

O Club de Regatas Vasco da Gama faz parte de um seleto grupo de instituições de futebol brasileiras que são consideradas “gigantes”. O termo, que sempre rende uma boa conversa de bar, é relativo: a opinião flutua conforme os fatos - sendo eles os títulos, torcida, fatos históricos, ídolos e outros não menos importantes - e também pelo clubismo, opinião que valoriza única e exclusivamente o clube do coração. Apesar da rivalidade, é impossível negar: o Vasco nasceu grande.


A criação, o estádio erguido com o suor da torcida e o pioneirismo na luta contra sistema racista que comandava o futebol carioca mostravam que o clube estava destinado a grande feitos. Seguindo a linha do tempo, o Expresso da Vitória trouxe o primeiro Sul-Americano de clubes para a Colina Histórica, e dali, o clube deslanchou. Vieram quatro Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, três torneios Rio-São Paulo, uma Copa Mercosul e a tão sonhada Libertadores da América, no ano do centenário, um século recheado de histórias e glórias. Mas e o século XXI?


Na cabeça do torcedor, mais do mesmo. As conquistas recentes passavam a confiança que o torcedor precisava para a virada, mas o clube simplesmente parou no tempo. Desde o ano 2000, o vascaíno comemorou apenas um título nacional, colecionou fracassos e viu os grandes rivais - Flamengo e Fluminense - obterem conquistas importantes no caminho. O que aconteceu?

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Nada é por acaso. As más gestões, recheadas de irregularidades e momentos bizarros, levaram o Gigante da Colina à segunda divisão por três vezes (2008, 2013, 2015) e, por momentos, via-se o clube no fundo do poço. Só a torcida poderia salvar o Cruzmaltino dessa situação, e foi exatamente o que ela fez. Numa década de maioria fraca dos elencos, o maior partimônio da instituição carregou o Vasco nas costas e fez com que se tivesse esperança por dias melhores. E eles vieram.


O ano não começou bem. A chegada do técnico Abel Braga irritou a torcida e trouxe ideias ultrapassadas para o plantel, além de sensação de frustração após os jogos. Com o técnico demitido depois de dois meses no cargo, a porta se abriu para a primeira oportunidade do auxiliar Ramon Menezes, que não decepcionou. Desde então, o ex-jogador do Vasco acumula bons resultados, estilo ofensivo e abertura a novas ideias.


Quis o destino que ele fosse um participante daqueles elencos vitoriosos o responsável por estampar um sorriso no rosto de cada vascaíno. Ver o Gigante da Colina disputando títulos e, principalmente, jogando com dignidade, não é uma alegria exclusiva do torcedor: quem ganha é o futebol. E é ele que nos move.

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