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Polícia Civil de MG realiza mandados de busca e apreensão no Cruzeiro e na casa de dirigentes

Por: Almeno Campos

Cruzeiro é investigado pela Polícia Civil de Minas Geras desde 2018 (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de Minas Gerais cumpre, na manhã desta terça (09/07), mandados de busca e apreensão na sede do Cruzeiro, em Belo Horizonte, nos centros de treinamentos dos profissionais e das categorias de base: Toca da Raposa e Toquinha, e nas residências do presidente Wagner Pires de Sá, de Itair Machado, vice-presidente de futebol, e Sérgio Nonato, diretor-geral do clube. Houve também uma ida à sede da torcida organizada Máfia Azul para recolher documentos.


Com o nome de "Primeiro Tempo", a operação é realizada pela Divisão Especializada de Investigação a Fraudes da Polícia Civil. Segundo a corporação, a ação está em fase inicial e corre em segredo de Justiça. Ela é um desmembramento das investigações iniciadas pela corporação e reveladas, no último mês de maio, pelo Grupo Globo, que conseguiu quase 200 páginas de contratos e planilhas de controle interno na Raposa.


A Polícia Civil abriu inquérito no fim de 2018 para apurar irregularidades no Cruzeiro. O inquérito se baseia em um balancete contábil analítico, que demonstra pagamentos feitos durante o ano passado. O clube é investigada por suspeita de operações irregulares, como transações irregulares e uso de empresas de fachada para ocultar crimes. Há evidências de que a diretoria cruzeirense quebrou regras da Fifa e da CBF, no âmbito do futebol, e do Governo Federal, por meio do Profut (programa de renegociação de dívidas fiscais com clubes). O total de dívidas da Raposa chega a cerca de R$ 500 milhões.


Um dos casos é de um empréstimo, assinado pelo Cruzeiro, com o empresário Cristiano Richard dos Santos Machado. Em março de 2018, Cristiano assinou contrato no qual formalizou um empréstimo de R$ 2 milhões para a Raposa. A quantia deveria ser paga em duas parcelas mensais. No mês seguinte, em abril, o Cruzeiro assinou um segundo documento com Cristiano Richard. O clube alegou que não tinha condições financeiras para quitar o empréstimo e aceitou quitar a dívida com a cessão de direitos desportivos.


Foram entregues ao empresário percentuais sobre os direitos econômicos de dez jogadores do elenco profissional e das categorias de base, incluindo jogadores menores de 16 anos de idade. A cessão de direitos com empresários é proibida pela FIFA desde 2015. A lei diz que apenas clubes e os próprios atletas podem, desde então, ter partes de direitos econômicos. Outro problema é que menores de 16 anos não podem assinar contratos profissionais com clubes. Eles podem, no máximo, ter contratos de formação, nos quais não há direitos federativos e econômicos.


Confira a nota emitida pelo Cruzeiro na manhã desta terça:


A diretoria do Cruzeiro Esporte Clube vem a público manifestar seu apoio às apurações das denúncias feitas pelo programa Fantástico, da Rede Globo, no dia 26 de maio passado.


O Clube informa que entregou às autoridades toda a documentação solicitada para a investigação.


Lamentamos apenas que este fato esteja acontecendo exatamente às vésperas de uma decisão importante na Copa do Brasil.


O Cruzeiro Esporte Clube informa que continuará à disposição das autoridades competentes para quaisquer tipos de outros esclarecimentos necessários.


Belo Horizonte, 9 de julho de 2019.

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