• Alternativa Esportes

Pia Sundhage é apresentada como nova técnica da Seleção Feminina: "Estou assumindo um grande time"

Atualizado: 1 de Ago de 2019

Por: Almeno Campos

Pia Sundhage é a primeira estrangeira a ser técnica da Seleção Feminina (Foto: Lucas Figueiredo / CBF)

Pia Sundhage (se pronuncia "Sonderógue") foi apresentada como nova técnica da Seleção Brasileira em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (30/07), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A sueca de 59 anos será a primeira treinador estrangeira na história da Seleção Feminina. No currículo, ela tem três medalhas olímpicas: duas de ouro conquistadas com a equipe dos Estados Unidos em 2008 e 2012, e uma de prata com a Suécia em 2016.


A coletiva contou com a presença de Branco, campeão mundial em 1994 e coordenador das categorias de base da CBF, do técnico Tite, da Seleção Masculina, do Vadão, ex-técnico da Seleção Feminina, e até mesmo do Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. O presidente da CBF, Rogério Caboclo, fez muitas elogios à nova treinadora:

Presidente da CBF, Rogério Caboclo, em discurso na entrevista coletiva (Foto: Almeno Campos / Rádio Aternativa Esportes)

- A Pia dispensa apresentações. É uma alegria trazer a melhor treinadora do mundo no melhor futebol do mundo. Teremos a conjunção da melhor treinadora com as melhores jogadores. A Pia vai exercer o trabalho de renovar as seleções. Eu sempre conheci a categoria e o currículo que ela acumulava, mas confesso que em algum momento, no mês de abril, eu tive um contato pessoal com a Pia. Ele me surpreendeu com a alegria dela falar de futebol. Talvez algo me dizia que ela poderia ser o futuro do futebol feminino no Brasil. É um grande orgulho tê-la aqui. O futebol feminino, a partir de agora, ganha uma nova categoria. A partir de hoje, nós estaremos definindo nas próximas décadas o que será o futebol feminino - disse Caboclo.


Antes de Pia entrar na coletiva, foi apresentado um vídeo com algumas jogadoras da seleção feminina saudando a chegada de Pia. Logo depois do vídeo, Pia entrou no auditório. Recebeu das mão do presidente da CBF o casaco de técnica. Então, a sueca e o Caboclo se abraçaram.


Pia Sundhage concedeu uma coletiva de quase 45 minutos. Ela falou da expectativa e da oportunidade em trabalhar na Seleção Brasileira.

Pia Sundhage e Rogério Caboclo juntos na coletiva (Foto: Almeno Campos / Rádio Alternativa Esportes)

- É um grande passo para mim. Tenho o maior orgulho e estou muito feliz pelo fato de olhar ao meu redor e sentir muita expectativa. Quando você tem muita expectativa, é claro que você quer mais. Estou assumindo um grande time - disse Pia.


Ao ser perguntada sobre o desafio em mudar a característica da Seleção, a sueca disse que não pretende fazer mudanças radicais:


- A Seleção precisa mudar, mas não tem que ser muito radical, pois podemos perder a confiança. O Brasil jogou bem na Copa do Mundo, mas não pode ser também uma mudança muito pequena. É preciso ter uma mudança que faça a diferença, isso é o mais importante - comentou Pia, que também falou do desafio e do objetivo com a Seleção:


- Eu amo futebol, amo desafios, senão não me colocaria a disposição de fazer esse trabalho. É o mesmo trabalho que farei quando assumi os Estados Unidos. Acredito que o meu coração futebolístico fará com que essa equipe brilhe ao máximo.


Confira outros tópicos da coletiva:


Trabalho com as categorias de base


- Claro que isso vai acontecer, cedo ou tarde (renovação com a base). Mas é preciso ir passo a passo, é importante priorizar as coisas. O primeiro passo é entender como as coisas funcionam, sei o que é necessário quando a gente fala de desenvolvimento. Se você quer que a Seleção jogue um futebol excelente, você precisa de um sub-20 e sub-17 muito bons. Vai acontecer passo a passo. Prometo que vai acontecer uma mudança, uma resposta passo a passo. Prometo que teremos um juvenil jogando bem.


Trabalhar com a Marta, seis vezes melhor jogadora do mundo


- Pretendo ser bem respeitosa. Marta tem sido a melhor há tanto tempo, tem esse coração do futebol. Não sei que posição vai ter em campo, preciso ganhar o respeito dela. Falei com ela, está determinada a fazer algo positivo. Não é só a Marta, mas o time todo. No fim das contas, é a equipe que vence, a Marta sabe disso.


O que fazer para melhorar o futebol internamente


- É difícil demais responder agora. Sei que a CBF começou a fazer coisas maravilhosas, mas preciso saber como o futebol funciona aqui. Vocês têm excelentes figuras públicas, isso é ótimo. Ainda é cedo para responder esse tipo de pergunta.


Influência da Seleção Brasileira Masculina na Copa de 1958, na Suécia


- Claro que todos na Suécia se lembram do Brasil em 1958. Eu era muito fã do Pelé quando garotinha. Gostava de ser chamada de Pelé, adorava futebol. Outra jogadora é a Marta, inspiram muito. Vocês são tão mais técnicos do que os suecos, que isso é algo que trago comigo. O Brasil é muito especial.


Pressão no trabalho


- Privilégio jogar sobre pressão. Quando comecei a jogar, em 1984, não tinha mídia. Hoje temos uma sala cheia aqui. A mídia é importante para disseminar a palavra que o futebol feminino é importante.

© 2018 Alternativa Esportes. Orgulhosamente criado com Bruno Pinheiro. 

  • Facebook - Alternativa Esportes
  • Instagram - Alternativa Esportes
  • Twitter - Alternativa Esportes
  • Youtube - Alternativa Esportes
  • Facebook - Alternativa Esportes
  • Instagram - Alternativa Esportes
  • Twitter - Alternativa Esportes
  • Youtube - Alternativa Esportes