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Papo Reto - Philippe Coutinho: o "dez" enganador de sorte

Atualizado: Mai 26

Por Jonas Stelman


Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Coutinho com a 10 do Bayern de Munique (ALE) | Foto: Imago Images

Fala galera, estou de volta com o Papo Reto na Alternativa Esportes, trazendo um tema que chega a doer em nossos corações. Sou nascido em 1986, e desde muito cedo fui acostumado e esculpido a amar o futebol e apreciar inúmeros craques que desfilavam nos gramados nacionais e internacionais: Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Edmundo e muitos outros que fizeram do futebol brasileiro o mais temido e invejado do mundo. Muitos dizem que Deus é brasileiro, mas parece que ele fechou a fábrica de craques aqui no país depois dessa geração encantadora.


Neymar e Philippe Coutinho são espelhos da carência do torcedor. Com a bola rolando, creio que seja de consenso geral que o Menino da Vila mostrou efetivamente ser diferenciado, e Coutinho a maior forçação de barra dos últimos anos no futebol mundial. Nos últimos dias, um amigo capixaba, vascaíno, chamado Antonio Villas Bôas “Toca”, leitor assíduo desta coluna e um grande motivador do meu trabalho, disse a seguinte frase: “Mas Jonas, e o Paquetá? E o Vinícius Junior? Mas, mas e mas?". Nenhum jogador dessa geração de garotos surgiu com tanta pompa de craque como Philippe Coutinho, do início da carreira até os dias de hoje, sempre atuando em grandes clubes, ao lado de grandes nomes, e pasmem, ESTANDO EM QUASE TODAS AS CONVOCAÇÕES DO TITE. Nunca mostrou efetivamente o craque que outrora todos acreditavam ser.

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O percurso é de mais baixos do que altos na carreira. Foi promovido ao time principal do Vasco da Gama no primeiro semestre de 2009. Em 19 de junho de 2009, estreou profissionalmente no empate em 0x0 contra o Duque de Caxias. Atuou em 12 jogos na sua primeira temporada como profissional e ainda participou do retorno do Cruzmaltino para elite do futebol brasileiro e na conquista do título da Série B. Foi apresentado oficialmente pela Internazionale em 19 de julho de 2010, sendo integrado ao elenco principal da equipe para a temporada 2010/11 como uma das maiores promessas do futebol mundial. A decepção foi grande por parte dos italianos, e ele acabou sendo emprestado algumas vezes até chegar ao Liverpool, onde efetivamente teve atuações de destaque, se juntando a uma equipe tecnicamente ajustada, criando a expectativa de que naquele momento a promessa viraria realidade. Mero engano, os Reds mantiveram o bom futebol mesmo com a saída do brasileiro.


Coutinho não enganou apenas eu e você, mas também os grandes empresários internacionais. O meia chegou ao Barcelona por um valor altíssimo, com a expectativa de que, junto com Messi e Suárez, pudesse reviver momentos bons e tapar a lacuna deixada com a saída de Neymar para o PSG. Decepção total. Sem saber como se desfazer do atleta, o Barça praticamente empurrou o brasileiro para o Bayern de Munique (ALE), que agora anunciou que não pretende exercer a compra do jogador, jogando assim a batata quente novamente para a Espanha.


É época das vacas magras no futebol brasileiro, mas depois de tanto se esperar de atletas como Philippe Coutinho uma renovação técnica no futebol nacional, que em um passado recente era recheado de craques, não havendo lugar para todos dentro de um time titular, hoje, no Brasil, qualquer vestígio de habilidade leva o atleta a ser alçado ao mais alto patamar. Na ânsia de vender e lucrar com essa invenção de craque, os clubes acabam vendendo gato por lebre. Se você ainda acha que no futebol existe justiça, eu provo que não: Coutinho pode bater no peito e dizer que jogou uma Copa do Mundo, já Marcelinho Carioca, Neto, Alex, Djalminha e até mesmo jogadores internacionais como Alfredo Di Stéfano, Petkovic, Cantona, Giggs e Weah (único africano a ganhar a Bola de Ouro) não tiveram a mesma sorte. E assim, simplifico a carreira de Phillipe Coutinho: um menino de sorte.

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