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Papo Reto - Flamengo x Imprensa: o incômodo nacional

Por: Jonas Stelman


Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Fla se acostumou a levantar taças nos últimos meses (FOTO: ANDRÉ DURÃO / GLOBOESPORTE.COM)

Durante anos, o futebol carioca sobreviveu ao invés de existir, e era motivo de chacota e resignação diante dos paulistas, sempre endinheirados e estruturados, até mesmo em seus clubes de menor expressão. Com o passar do tempo, o Flamengo se acomodou com desastres inimagináveis, e o ápice da glória era chegar a uma vaga na Libertadores, algo tão pequeno, para um clube tão imenso. E quando a classificação acontecia, atrelado à ela, vinham as desconfianças, que sempre eram confirmadas com fiascos e desclassificações nas primeiras fases, geralmente quando o relógio já batia os 45 do segundo tempo.


No dia seguinte, a imprensa paulista sorria, amanhecia tão feliz como em dia de vitória do Corinthians, com gol impedido validado pelo árbitro do jogo. Ver um carioca cair, é como um orgasmo sobrenatural e afirmação de que do outro lado da Dutra se encontravam os imbatíveis. Mas o mundo gira. Em meio à rotação da Terra, surge alguém destinado a não sobreviver do clube, mas sim fazer o clube reviver. Assim como a bandeira preta e vermelha trêmula na entrada do Ninho, o salvador da pátria ostenta bandeira no próprio nome: Eduardo Bandeira de Mello, que colocou os anseios pessoais atrás dos anseios do clube, e vislumbrou um presente nebuloso (foi xingado, e muito) para que o futuro pudesse ser brilhante.

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O tempo passou, e hoje o Flamengo é o clube a ser batido, e na inoperância de abatê-lo dentro do gramado, presidentes paulistas se unem constantemente em almoços sobrenaturais, buscando uma solução de como não passar pela situação humilhante de abrir mão de suas arrogâncias, e nomear alguém rico fora de campo com suas próprias forças. E aí, como fazer? Fácil, todos erram, e o Flamengo não fica longe disso. É hora da imprensa bater até a morte, para tentar destruir a reputação de uma instituição que se fortalece fora de campo, e se distancia a cada dia dentro do gramado de qualquer clube do país. "Ahhh, o Flamengo ganhou? Dane-se, paguem as famílias".


O Flamengo foi campeão, dane-se também com esse elenco. E a última e mais recente, o Flamengo diz não ser favorável ao cancelamento do Campeonato Carioca devido à pandemia do coronavírus. E em uma reunião marcada justamente para se discutir e chegar a um consenso, expressou ser favorável ao adiamento e não ao cancelamento. Pronto, prato cheio para falácias e mais uma etapa da tentativa de denegrir a imagem e reputação do clube de maior torcida do Brasil, mas como dizem os jogadores, dirigentes e torcedores, o Flamengo está em "oto patamar", e o jornalista que faz jornalismo irresponsável e parcial, terá que responder perante o juiz, afinal, no artigo 138 e 139, calúnia e difamação se fazem presentes, e jornalista não é imune às leis.


Não tem para onde correr, ou se rende ou chora, era algo inevitável, pois o Flamengo é mais que uma marca, mais que um nome, mais que uma instituição, e sobreviveu todos esses anos a Euricos, Davis e Montenegros, não serão meia dúzia de jornalistas destilando ódio que vencerão 40 milhões de corações cheio de felicidade, orgulho e amor.

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