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Os favoritos do Flamengo: quem são os técnicos europeus no radar? Saiba mais sobre eles

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Por Guilherme Silva


Um dos nomes avaliados, Domènec Torrent foi auxiliar do vitorioso técnico espanhol Pep Guardiola | Foto: Divulgação/NYCFC

Órfãos. Assim o Flamengo e toda sua nação de torcedores se sentem após a repentina saída de Jorge Jesus do comando técnico. Tão logo a ida do português para o Benfica (POR) foi oficializada, o clube carioca iniciou a busca por um novo treinador e possui três nomes no radar, todos europeus. Liderada por Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Rubro-Negro, a expedição pelo velho continente está em curso e mira os espanhóis Domènec Torrent e Fernando Hierro, além do lusitano Carlos Carvalhal. A pergunta que não quer calar é: o que esperar dos “favoritos” para o cargo de comandante do clube brasileiro mais vitorioso do momento?

Torrent comanda treino no clube americano New York City | Foto: Anthony J. Causi

Assistente de Pep Guardiola por mais de uma década, Torrent larga na frente no quesito vestiário, pois é conhecido de longa data do lateral-direito Rafinha, um dos líderes do elenco rubro-negro. Juntos, os dois obtiveram êxito no Bayern de Munique (ALE), e o auxiliar ganhou até menção especial no livro “Guardiola Confidencial”, de Martí Perarnau, por ter sido quem sugeriu que Philipp Lahm fosse colocado como volante, “reordenando as peças” do time alemão, segundo palavras do próprio Pep.


Na carreira como treinador principal, Domènec tem experiências em clubes de menor expressão da Espanha e, recentemente, comandou o New York City FC (EUA). Em solo norte-americano, o treinador espanhol conquistou bons resultados e levou o NYCFC aos playoffs finais da MLS pela primeira vez na história, deixando o clube no final de 2019. É conhecido pela mentalidade ofensiva e de posse de bola, semelhante ao do atual técnico do Manchester City (ING).

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Hierro abraça Sergio Ramos na Copa do Mundo, em 2018: zagueiro comandou a Fúria em campanha que culminou na eliminação nas oitavas de final | Foto: Matthew Ashton

Uma lenda madrilenha, Fernando Hierro tem história de sobra. Símbolo de uma geração multicampeã no Real Madrid (ESP), o ex-zagueiro teve uma carreira vitoriosa dentro das quatro linhas, mas ainda é um novato como técnico. Ainda assim, ostenta no currículo o ápice de muitos profissionais: ter treinado uma seleção em Copa do Mundo. Após trabalhar como auxiliar de Carlo Ancelotti no clube merengue e treinar o Real Oviedo na temporada 2016/17, o eterno capitão foi chamado às pressas para comandar a Fúria no Mundial de 2018, substituindo Julen Lopetegui, que brigou com a Federação Espanhola às vésperas da competição. A campanha na Rússia foi frustrante e culminou na eliminação para a seleção anfitriã nas oitavas de final, nos pênaltis. Desde então, Hierro não se recolocou no mercado e passou a se concentrar em seus negócios fora do futebol, o que pode ser um ponto negativo na avaliação sobre sua escolha.

Fechando o trio de favoritos, um compatriota do Mister. O português Carlos Carvalhal, de 54 anos, está na crista da onda após levar o modesto Rio Ave à 5ª colocação na Liga Portuguesa, classificando-o para a Liga Europa. Após o feito, o próprio presidente do clube declarou que ele “é treinador para time grande”, se conformando com a saída do comandante. Um estudioso da bola, Carvalhal é o postulante à vaga rubro-negra com currículo mais extenso, sendo treinador profissional desde 1998.

Carvalhal é mais um nome europeu avaliado para comendar o Rubro-Negro após saída de Jorge Jesus | Foto: Reuters

Além da façanha na última temporada, destacam-se momentos como ter chegado à final da Taça de Portugal com o Leixões (2001) e a conquista da Taça da Liga pelo Vitória de Setúbal (2008), além de ser lembrado por um trabalho consistente no Sheffield Wednesday (ING), na segunda divisão do país. No entanto, possui passagens decepcionantes em clubes do primeiro escalão, não deixando saudades em Sporting-POR e Besiktas-TUR, por exemplo. O comandante lusitano costuma dizer que o futebol “não é só ganhar, mas como ganhar”. É reconhecido como um treinador de conceitos modernos e que gosta de ter a bola de maneira objetiva, sendo agressivo. No início do ano, foi cogitado para ser o novo treinador do Red Bull Bragantino, que acabou acertando com o brasileiro Felipe Conceição.

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A poucos dias do início do Brasileirão, o torcedor rubro-negro torce para que o processo seletivo chegue ao fim o quanto antes e o tiro seja certeiro na contratação. Seja lá quem for o escolhido, certo mesmo é que o novo treinador vai ter que ralar muito - e bota muito nisso - para fazer um trabalho que seja ao menos próximo do que Jorge Jesus fez em pouco mais de um ano no clube. Mais do que nunca, o Flamengo está em outro patamar, e quem vier precisa estar ciente disso. O desafio está lançado.

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