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O turning point da Williams

Atualizado: Mar 17

Por: Rômulo Diego Moreira

O novo modelo FW43 terá o objetivo deixar a lanterna entre as equipes (FOTO: DIVULGAÇÃO)

A temporada passada foi a pior na história da Williams. A equipe somou apenas um ponto na classificação de construtores. O ex-campeão da Fórmula 2 e da GP3 Serie, George Russell, não conseguiu mostrar seu talento e zerou. Robert Kubica marcou um ponto no GP da Alemanha. Nas últimas 42 corridas, o time de Grove fez apenas oito pontos. O carro parece inacabado, e os fãs estão perguntando: quando as perspectivas irão melhorar?


Nos bastidores os discursos são opostos. Claire Williams disse numa recente entrevista ao jornal The Guardian que “a adversidade a fortaleceu e está confiante que na próxima temporada será um “turning point” (ponto de virada) para a equipe na Fórmula 1”. A vice-diretoria da escuderia criada pelo seu pai tem muita responsabilidade nas costas. Certamente, se ela vendesse a equipe, seria acusada de ser a responsável pela derrocada. O roteiro do que a história nos contará só pode ser reescrito se a mulher mais importante da Fórmula 1 conseguir levar o time, pelo menos, de volta às posições intermediárias. O desafio é enorme, visto que os resultados têm piorado nos últimos anos.

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Rob Smedley, por sua vez, adota outro discurso. O ex-diretor de engenharia da Williams afirmou que na realidade as coisas podem ser piores em 2020. Ele é uma figura relevante para opinar sobre a situação atual, já que ele tem uma vasta experiência na categoria e, principalmente, vem acompanhando toda conjuntura de perto. Smedley trabalhou com Felipe Massa durante os anos de Maranello.


A única certeza que existe é que a melhora virá numa perspectiva de longo prazo. Claire, sempre que possível, se defende. Ela diz que Frank Williams entende a situação da equipe, já que há momentos cíclicos de altos e baixos dentro da categoria. A chefe garante que financeiramente consegue se manter sustentável, embora tenha perdido alguns patrocinadores. A crise escuderia britânica levou à saída nomes de peso como, por exemplo, Paddy Lowe. Apesar de alegar questões pessoais, o diretor técnico da equipe ficou frustrado com o fato de ter atrasado a entrega de FW42, perdendo dois dias de testes de pré-temporada, em 2019. Assim, os desafios parecem problemas estruturais que precisam ser enfrentados com planejamento estratégico. Chega a ser amador não conseguir entregar o carro a tempo de desenvolvê-lo na fase de teste.

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A Williams é uma tradicional garagista na Fórmula 1. Frank Williams formou sua equipe, ao lado de Patrick Head, em 1977, e passou a correr em 1978. O time de Grove conquistou ​​nove títulos de construtores de F1 e sete campeonatos de pilotos entre 1980 e 1997. Com 43 anos de história, ela está atrás apenas da McLaren e Ferrari nas corridas.


Nesse sentido, não pega bem adotar o padrão de equipe pequena e vender vaga. Em 2020, a formação terá os pilotos menos experiente do grid, com o estreante canadense Nicholas Latifi ao lado de George Russell. Aos 24 anos, o piloto nascido em Toronto chega à categoria depois de quatro temporadas e meia na Fórmula 2 e GP2, onde ganhou seis vezes, mas passou longe de impressionar. A Williams precisa parar de flertar com a mediocridade e relembrar sua grandeza.

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