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O Rio, o Brasil, a América e agora?

Por: Geovanne Peçanha

Time campeão do Flamengo está na ponta da língua do torcedor rubro-negro (Foto: Daniel Apuy / Getty Images)

A América do Sul está dominada pelas cores vermelho e preto. O Flamengo, no último sábado, conquistou o maior objetivo do clube em décadas. Após vencer o River Plate, por 2 a 1, no estádio Monumental de Lima, no Peru, com dois gols de Gabriel Barbosa - Borré marcou para o time argentino. Considerado o grande favorito por muitos, a equipe carioca conseguiu o resultado positivo nos minutos finais do segundo tempo, quando já perdia o título. Mas a raça, o amor e a paixão fizeram com que os jogadores não desistissem até o último instante e fizessem história.


O Flamengo havia conquistado a América em 1981, com a icônica equipe que contava com Zico, o maior ídolo da história do clube, Júnior, Nunes, entre outros. E, desde então, vem tentando o mesmo feito. Mas os anos seguintes não foram fáceis. Muitos problemas financeiros, flertes com a zona de rebaixamento no campeonato nacional e elencos que causavam arrepios nos torcedores.


A reviravolta do clube conta com um nome que, da última vez que foi ouvido no clube, aconteceu abaixo de vaias. Eduardo Bandeira de Mello é eleito presidente do clube em 2013 e trazia em seu discurso um tom de austeridade financeira, e assim fez. Mostrava que o Flamengo sofreria por alguns anos, mas que seria um plantio que daria muitos frutos no futuro. Com uma equipe renomada no âmbito administrativo e muita competência na gerência dos gastos, o clube passou a ter um alívio financeiro gigantesco que, anos depois, já na gestão Rodolfo Landim, viria a trazer a base, formada por tiros certeiros com Diego Alves, Rafinha, Pablo Marí, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Willian Arão, Gérson, Arrascaeta, Bruno Henrique, Éverton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Jorge Jesus, que trariam o título tão esperado.


E como se isso já não fosse o suficiente, enquanto comemoravam o título com o mar vermelho e preto no Centro do Rio de Janeiro, a equipe, sem precisar entrar em campo, se via consagrada campeã nacional, após a derrota do Palmeiras para o Grêmio, depois de uma campanha digna de almanaque, conseguindo o sétimo (ou sexto? Fica a seu critério) título brasileiro. Em dois dias, dois grandes títulos - lembrando que também houve a conquista do Estadual no início do ano. Muito mais do que uma cereja no bolo, um recheio daqueles de dar água na boca, um banquete quase completo. Quase!


Com um futebol de encher os olhos, jogadores em grande fase e torcida inflamada, o Brasil e a América se tornaram um território pequeno para a grandeza que o clube carioca pretende alcançar. O mundo é o objetivo, assim como em 81. E, para quem gosta de coincidências, os atores de um filme com características do cineasta Quentin Tarantino podem acabar se repetindo. Assim como da última vez, o Flamengo poderá enfrentar o Liverpool na final do Mundial. Na primeira vez, um sonoro 3 a 0 e o grito de campeão mundial. Desta vez, será que os novos personagem de uma possível mesma trama poderão dar o mesmo final feliz para torcida rubro-negra? A resposta começara a ser desenhada no dia 17 de dezembro, quando a equipe jogará a semifinal do Mundial.

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