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O repertório tático do Flamengo

Por: Rômulo Diego Moreira


Jorge Jesus orienta time do Fla no duelo contra o Cruzeiro (Foto: Douglas Magno / BP Filmes)

O técnico português Jorge Jesus chegou ao Flamengo definidamente no final de junho. O elenco rubro-negro se reapresentou na manhã de uma quinta-feira, após recesso dos jogadores devido a Copa América. Logo nos primeiros treinos, algumas peculiaridades como, por exemplo, um drone que acompanha a movimentação dos atletas, a forma como o campo estava marcado de maneira distinta e o “carrinho tático”, um carrinho de golfe adaptado, cuja novidade era um grande quadro com o desenho do campo. Considerando o contexto complexo - calendário, gramados, parte política, por exemplo - muitas vezes o futebol brasileiro é precário em relação ao europeu. Portanto, a adaptação foi surpreendente. Assim como a identificação com o grupo e, principalmente, a torcida. Há três fatores que justificam o sucesso do comandante rubro-negro: a nova dinâmica de movimentação, o farto conjunto de talento individual e a versatilidade tática.


Nesta coluna, o tema será somente o âmbito tático do jogo. O jogo contra o Cruzeiro é um bom caso para mostrar o repertório. Essa partida marcou a sétima vitória seguida do Fla. O mister começou a partida num 4-2-3-1, com a variação para o esquema habitual 4-1-3-2. Gérson e Arão jogaram na linha de volantes, e Arrascaeta, por dentro, tinha a função de meia de criação. Já na direita tinha Bruno Henrique, e na esquerda, Vitinho. Gabigol era o jogador enfiado entre os zagueiros. A pressão do líder era enorme, já que os cariocas marcavam pressão com linhas altas e, logo no início, Gabigol abriu o placar. A dinâmica de movimentação dos laterais já está bem alinhada. À direita, quando Rafinha avançava, Bruno Henrique caía por dentro para abrir espaço. À esquerda, por sua vez, Filipe Luís tinha a característica de jogar mais por dentro e, portanto, Vitinho ficava articulando o jogo pela ponta.


A partir do meio do primeiro tempo, o Cruzeiro avançou a marcação. Considerando esse contexto, o português inverteu a posição dos jogadores. Vitinho foi à direita e Bruno Henrique à esquerda. Em alguns momentos, Gabigol abriu pela direita, Arrascaeta estava pelo meio, Bruno Henrique enfiado e Vitinho atuou como o falso nove. Também chamou a atenção o volante Willian Arão voltar na linha de defensores, entre os zagueiros e fazer a saída de bola. Nesse sentido, o Flamengo variava para um 3-4-3.


O segundo tempo marcou o excelente desempenho do lateral esquerdo Filipe Luís. A maioria das jogadas passavam pelos pés do atleta titular da Seleção Brasileira na Copa América. Portanto, como ele cai por dentro, vindo da posição de defesa com a habilidade de meia, ele é um grande perigo para as desconstruir as linhas defensivas adversárias.


No final do jogo, o treinador tirou o Arrascaeta e colocou o zagueiro Rhodolfo. Em relação à tática, o português formou uma primeira linha de cinco defensores. Jogando em função da bola, o meio-campo atuava no losango. Nos minutos finais, o líder se mostrou competente e não deu chances ao rival. Do ponto de vista tático, vai ser difícil bater o Flamengo. Cada vez mais, o time é móvel em campo, cobre espaços e, alinhado aos outros fatores, exibe sua superioridade.

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