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O que virá depois?

Atualizado: Abr 19

Por Roberto Julianelli


Jogo entre Flamengo x Portuguesa, pelo Carioca, aconteceu com os portões fechados (FOTO: THIAGO RIBEIRO / AGIF)

Foi tudo muito de repente, e pegou todos de surpresa. Da noite para o dia, não nos foi mais permitido ir aos estádios, e privaram os torcedores da sua maior paixão: o futebol.

Lembro de estar no Maracanã no dia 11/03, fazendo o jogo Flamengo 3x0 Barcelona-EQU, pela 2ª rodada da Libertadores, com o estádio lotado. Dois dias depois, foi decidido pelas autoridades que os jogos do fim de semana do Campeonato Carioca seriam com portões fechados, e em seguida, a disputa seria interrompida, sem qualquer previsão de retorno.

A partir do sábado, dia 14, eu comecei a minha quarentena, conforme orientação das autoridades, e desde então sou bombardeado dia e noite com o mesmo assunto: o coronavírus. Parece que, de repente, todos os demais problemas da humanidade acabaram, e agora só nos resta o assunto em questão.

Acredito que tem sido muito difícil para todos essa necessidade de readaptação, que precisa ser rápida, pois o vírus avança como velocidade incomum, colocando em risco muito mais gente ao mesmo tempo. Pelo menos essa é a maior razão pela qual eu justifico e aceito passivamente esse confinamento. Entendendo que, se evitarmos ao máximo as contaminações, a partir do isolamento social, podemos contribuir para que haja leitos suficientes nos hospitais para atender aos que precisarem.

Mas uma constatação me vem com muita clareza, só não me arrisco a dizer que todos pensam como eu. A situação em estamos obrigados a vivenciar repentinamente contribuiu para que os meus sentimento de impotência e finitude, que sempre tive em minha consciência, se mostrassem ainda mais nítidos para mim.


Quem sabe, do ponto de vista de sermos seres humanos, a expressão "somos todos iguais", que de tão repetida perdeu seu significado tão profundo e verdadeiro, possa ser ressignificada por todos? Será que a partir de agora os arrogantes e orgulhosos perceberão que ninguém tem poder sobre todas a coisas ou sobre as pessoas, que ninguém é capaz de garantir como será o seu amanhã, sua saúde, ou até mesmo se haverá esse amanhã?

Essa realidade deveria ser suficiente para todos nós reavaliarmos o nosso modo de viver, os nossos objetivos e sonhos, enfim, a forma como vivemos a nossa vida. Pode ser que depois que isso tudo passar, a gente se preocupe em ser relevante para o nosso próximo, e mais que isso, tudo o que planejarmos fazer só tenha sentido se for para beneficiar as pessoas, o planeta, a vida de um modo amplo.

Mas isso não passa de um sonho, um desejo que tenho quase certeza de que não se realizará. Eu e você podemos tentar, pois a transformação começa com pequenas atitudes de amor, empatia, solidariedade, e felizmente temos visto essas coisas acontecerem em toda parte. Quem sabe a gente consiga espalhar isso pelo mundo todo...

No mais, precisamos nos apoiar nessa difícil jornada que ainda está longe de terminar.

Força e fé!

© 2018 Alternativa Esportes. Orgulhosamente criado com Bruno Pinheiro. 

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