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O futuro aos Pelicans pertence

Por: Marcelo Frederico


Jaxson Hayes em sua estreia na NBA (Foto: Divulgação / Layne Murdoch Jr. / NBAE)

A partir do momento em que um time perde o seu melhor jogador, há dois caminhos a serem tomados: substituição ou reconstrução. New Orleans não é um dos mercados mais atrativos para os melhores jogadores da liga escolherem para desfilar seus talentos, e tendo em conta o que foi recebido em retorno por sua maior estrela, não havia outro caminho a seguir que não fosse a reconstrução.


Lonzo Ball, Brandon Ingram e Josh Hart, além de futuras escolhas de draft, resultaram na maior quantidade de peças oferecidas por um só jogador na história da liga. Só com isso já se teria uma baita base para se construir um time para o futuro, só faltaria alguém para ser o centro dessa operação. Jrue Holiday, principal nome depois de Davis, era a escolha mais óbvia. Até o dia da loteria do Draft. Primeira escolha garantida numa das melhores classes dos últimos anos e o direito de escolher o melhor universitário desde LeBron James. Uma futura estrela caindo de bandeja no colo dos Pelicans, os passando instantaneamente de um time apenas interessante para um dos mais comentados e aguardados da temporada que viria pela frente. A Summer League chegou, seguida pelos amistosos, e sim, Zion Williamson era realmente aquilo tudo.


Brandon Ingram alcançou 35 pontos e 15 rebotes contra os Rockets (Foto: Divulgação / Bill Baptist / NBAE)

E então finalmente começa a NBA, e junto com ela chega a notícia de que Zion perderia as primeiras semanas por lesão. Nos primeiros quatro jogos, quatro derrotas e a pior campanha de toda a liga. Mas para um time que está dando os primeiros passos de um plano de anos de duração, as vitórias não são (e não devem ser) o principal aqui.


Na ausência da maior estrela, quem vem chamando a responsabilidade é Ingram. O ala vem impressionando com médias de 27.3 pontos, 9.5 rebotes e 4.8 assistências, além de 50% de acerto em bolas de 3 por jogo, fora o quinto lugar em número total de pontos até aqui. Josh Hart vem em seguida com 16.5 pontos por jogo e 40.7% de bolas de três, além de 6.5 rebotes. A sensação da Summer League, Jaxson Hayes, fez a estreia dele no quarto jogo, anotando 19 pontos e 81.8% de acerto em chutes de quadra. Lonzo é o líder de assistências (7.3) e de roubadas de bola (1.8), mas ainda não consegue aparecer nos momentos decisivos como se espera dele.

Os números comprovam que o time anda muito bem ofensivamente, sendo o líder em aproveitamento de arremessos de quadra e de 3 pontos, com 45.5 e 16.8 acertos por jogo respectivamente, líder em assistências com 30.8 por jogo e quinto em média de pontos com 121. Porém, de nada adianta ter todos esses ótimos números ofensivos se a equipe é dona da pior defesa com 128.3 pontos sofridos por jogo. É fato que os quatro primeiros confrontos foram contra equipes já entrosadas e com superestrelas como Rockets, Mavericks e o atual campeão Raptors. Mas a derrota para um Warriors que vinha ainda baqueado pelas ausências de Durant e Thompson ligou o sinal de alerta, atentando para a diferença de 20 rebotes em relação ao rival. Fica claro que o principal desafio do técnico Alvin Gentry é arrumar o sistema de defesa, o que pode ser alcançado com o retorno de Zion, mas caso consigam isso ainda nessa temporada, podem sem dúvidas alcançar coisas grandes já no primeiro ano do novo projeto.

Jrue Holiday ainda não engrenou nessa temporada (Foto: Divulgação / Jesse D. Garrabant / NBAE)

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