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Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não avaliza retorno do Carioca em junho

Atualizado: Jun 3

Por Vinícius Sacramento


Dos sete hospitais de campanha prometidos, apenas o do Maracanã foi inaugurado. I Foto: Hudson Pontes

Na última quinta-feira (28), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) expediu uma recomendação para que a Prefeitura do Rio e a federação carioca suspendam qualquer programação para retorno do Campeonato Carioca, até que os órgãos de saúde atestem a queda no número de casos de COVID-19 e a consequente menor ocupação nos hospitais.


A recomendação do MP-RJ é para que o retorno só seja cogitado quando o poder público afrouxar as medidas de distanciamento social e tiver segurança sanitária para liberar atividades não essenciais no estado através de ato normativo. Mesmo com as curvas de infecção pelo coronavírus e de óbitos diários em alta, a partir desta terça-feira (2), a capital entra na primeira de um total de seis fases de 15 dias cada, com reabertura gradual dos serviços. Foram liberados o surfe e as atividades esportivas em centros de treinamento.

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No documento, o MP fluminense ressalta que eventual retorno do Campeonato Carioca incentivará a aglomeração de pessoas no entorno dos estádios, no transporte público e a quebra das regras de isolamento social e outras medidas de prevenção, podendo gerar risco à vida e à saúde do torcedor. O retorno do futebol vem dividindo clubes e torcidas: dos 16 integrantes da Série A do Estadual, apenas Botafogo e Fluminense se opõem. A pausa no campeonato se deu quando faltavam duas rodadas da fase de grupos, semifinais e final da Taça Rio, além da grande final. O Tricolor das Laranjeiras é o único dos grandes a não demitir nenhum funcionário, mesmo em situação financeira difícil.


Na base, o panorama é desesperador: em entrevista ao globoesporte.com, o roupeiro José Luiz de Oliveira conta que teve seu contrato suspenso, vende balas nas ruas e conta com a ajuda da torcida para sustentar sua família. O Vasco testou 250 pessoas e 75 delas testaram positivo, sendo 19 atletas. O Macaé teve uma funcionária contaminada, e 39 foram infectados no Flamengo, sendo cinco atletas. Todos testaram negativo na terceira rodada de testes no Rubro-Negro.

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Até a publicação desta reportagem, o RJ registrava 54.530 infectados pelo coronavírus e 5.462 óbitos, 118 deles na segunda-feira (1º). A pandemia se espalhou por 91 dos 92 municípios do estado. A única cidade fluminense a não registrar casos é a pequena Trajano de Morais, na Região Serrana.

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