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Mimados Esporte Clube

Por: J.V. Laguárdia


Passagem de Rogério Ceni no Cruzeiro foi relâmpago (Foto: LC Moreira / Estadão Conteúdo)

Não é novidade que o Cruzeiro Esporte Clube passa pelo seu pior momento dentro de campo e, ainda mais agravante, fora dele. Na última quinta-feira (26/09), foi confirmada pela cúpula celeste a demissão do então técnico da raposa, Rogério Ceni, com uma passagem relâmpago. Foram apenas 45 dias de trabalho e oito partidas à frente da equipe.

O estopim se deu após o empate com o Ceará, no Castelão. Na ocasião, o zagueiro Dedé, no vestiário, pediu a palavra e cobrou publicamente o treinador pela não utilização de Thiago Neves. Porém, anteriormente, na segunda partida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Internacional, já havia um desconforto dos “medalhões” pelas escolhas do treinador. TN10 foi até a imprensa criticar as mudanças defensivas e pedir a escalação do lateral Edilson.


Entretanto, vale a pena destacar que os jogadores “cascudos” também vinham sendo criticados pela torcida e pelo ex-técnico, devido ao baixo rendimento nos treinamentos e nos jogos. De acordo com os torcedores, o que se esperava em campo de Fred, Robinho, Edilson e Thiago Neves não se concretizava. Há uma irritação com a transição lenta entre defesa e ataque e a falta de entrega e raça dentro das quatro linhas. Outro ponto que gerou um descontentamento entre o camisa 10 e a torcida foi o apoio dado ao Vice-Presidente, Itair Machado, após a Justiça pedir o afastamento do cargo de mandatário.

Ademais, devemos relembrar que o elenco cruzeirense vive, recorrentemente, com o atraso de salários. Com isso, não há “moral” de cobrança, por parte de uma diretoria que vem sendo questionada e bombardeada por todos os lados, devido a irregularidades e, consequentemente, os atletas não respeitam a hierarquia e tomam as decisões em nome do clube. Isso é exemplificado no processo de contratação do último treinador. Antes da efetivação, houve uma reunião da diretoria com os líderes do elenco, para saber se o nome de Rogério Ceni tinha a aprovação no vestiário.

Após o aval dos jogadores, o Cruzeiro pagou uma multa no valor de R$ 1 milhão ao Fortaleza, após o presidente Wagner Pires haver dito que não teria despesas para a contratação. Agora, após 45 dias, e com a arquitetação dos jogadores, Rogério Ceni é demitido. A instituição pagará R$ 1 milhão e 800 mil reais como multa ao treinador e gerando ônus ao cofre do clube. No total foram quase R$ 3 milhões gastos em 45 dias. Um grande exemplo de omissão da diretoria, desrespeito pela hierarquia e pela história do clube, por parte dos jogadores.

O Cruzeiro sangra e, me parece, que não há quem possa estancar, uma vez que há provas de que a maioria dos conselheiros - que deveriam ajudar nesse momento - recebem salários, a partir de “serviços prestados” à instituição.

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