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Malcom é alvo de racismo em estreia pelo Zenit

Por: Almeno Campos

Malcom em sua estreia no Zenit (Foto: Reprodução /Twitter / Zenit)

Logo em sua estreia pelo Zenit, da Rússia, o atacante brasileiro Malcom foi alvo de racismo por parte da torcida da equipe no último sábado (03/08), durante o empate em 1 a 1 contra o Krasnodar, em duelo válido pelo Campeonato Russo.


Após a entrada do Malcom, uma faixa foi estendida por uma organizada do Zenit, com os dizeres: "Obrigado à direção por respeitar nossas tradições". Era uma faixa irônica, protestando por conta da presença de jogadores negros, com o objetivo de "defender as tradições do clube".


- Não somos racistas, mas consideramos que a ausência de jogadores negros no elenco do Zenit é uma importante tradição que reforça a identidade do clube. Somos a equipe mais ao norte das grandes cidades europeias e nunca tivemos laços com a cultura da África, da América Latina ou da Oceania. Não temos nada contra os povos destes continentes, mas queremos que quem jogue no Zenit esteja alinhado com a mentalidade e o espírito do time - diz o manifesto de parte desses torcedores.


Já o Zenit emitiu um comunicado oficial reconhecendo a existência da faixa, mas diz que tudo foi mal interpretado pela mídia e minimizou o acontecido.


“O Zenit Football Club sabe que uma faixa foi revelada por um pequeno número de pessoas e que o significado desta declaração foi deturpado. E com base nessas deturpações, conclusões incorretas foram tiradas que não têm base na realidade. O Zenit tem uma longa tradição de convidar os melhores jogadores de todo o mundo para o clube, independentemente do seu passado, etnia ou nacionalidade. Há muito que o clube apoia e instiga iniciativas anti-racistas, inclusivas e de igualdade e continuará a fazê-lo agora e no futuro. Ao mesmo tempo, gostaríamos de expressar nosso profundo pesar de que os meios de comunicação no exterior e outros, incluindo clubes de futebol, tenham denunciado incorretamente o assunto, e esperamos que o avanço dessas organizações possa verificar completamente os fatos antes de fazer quaisquer declarações depreciativas ou acusações. O Zenit Football Club terá o prazer de convidar aqueles que comentarem a situação para assistirem a uma das nossas partidas em casa e experimentarem a hospitalidade que tão famosamente demonstramos durante a Copa do Mundo de 2018 e em outras competições e eventos internacionais"


Não é o primeiro caso de racismo envolvendo o clube. Em 2011, o clube russo chegou a ser multado pela Federação Russa de Futebol por conta de um episódio de racismo envolvendo outro brasileiro, o ex-lateral Roberto Carlos, que atuava no Anzhi. Na época, torcedores do Zenit mostraram uma banana para o jogador enquanto ele se aquecia para a partida.


Revelado pelo Corinthians, Malcom foi anunciado como reforço do Zenit na última sexta-feira (02/08). Ele foi contratado ao Barcelona pelo valor de 40 milhões de euros (pouco mais de R$ 170 milhões). Mas de acordo com a agência de notícias russa “RIA Novosti”, uma fonte brasileira disse que o clube de São Petersburgo cogita vender o ex-corintiano após as manifestações racistas.


Ao ser perguntado pelo jornalista Leonardo Bertozzi, da ESPN Brasil, sob a possibilidade de Malcom ser vendido em janeiro, o Zenit negou que isso acontecerá.


- Podemos negar com firmeza as coisas que estão sendo relatadas e que todos nós queremos que Malcom esteja aqui por muito tempo - respondeu a conta oficial do Twitter do Zenit em inglês ao jornalista.

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