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Hipocrisia e violência no futebol

Por: Almeno Campos


Olá, amigos e amigas da Alternativa Esportes!


Antes de começar a ler de fato o meu artigo, peço que você veja atentamente a foto abaixo e a legenda da foto:

Torcedora do Internacional agride mãe e filho torcedores do Grêmio (Foto: Reprodução / SporTV)

É isso mesmo que você leu na legenda da foto! Essa cena aconteceu no último sábado (20/07), Dia do Amigo, após o jogo entre Internacional e Grêmio, que terminou empatado em 1 a 1. Porém o que mais chamou a atenção não foi o que aconteceu dentro, mas sim fora de campo.


Uma torcedora do Grêmio estava com seu filho, também gremista, em um setor destinado aos colorados. Ao sacudir uma camisa do Grêmio na direção da torcida do Tricolor Gaúcho , a torcedora acabou sendo empurrada e levando tapas de uma mulher colorada. O filho da gremista agredida, uma CRIANÇA, tentou protegê-la, mas ao mesmo tempo chorava muito. Claro, o menino estava apavorado com o que estava acontecendo na frente dele. Outros dois torcedores do Inter, um sócio e outro que é conselheiro do Colorado, também apareceram intimidando a mulher e o menino.


Muitos podem estar perguntando o seguinte: há uma violência grande nos clássicos. Por quê uma mãe com uma criança, ambas gremistas, foram parar em um setor destinado aos colorados? O motivo: a família assistiu ao Gre-Nal na torcida do Inter por não ter conseguido ingressos para o setor de torcida mista, espaço compartilhado pelas duas torcidas. Gremistas, mãe e o garoto se separaram do pai e de outro filho colorado e foram para a área localizada abaixo da torcida do Grêmio, que estava no andar superior.


Tenho uma opinião que a mãe fez uma atitude irresponsável ao ir junto com o filho no setor colorado, além de agitar uma camisa do Grêmio, pois sabemos do grau de violência que há, entretanto temos que partir de um ponto que está errado qualquer tipo de agressão. Ainda mais quando uma pessoa está com uma criança. O que a colorada fez não se justifica.


Está errado uma pessoa intimidar e agredir outra pelo fato de não torcer pelo mesmo time. Um detalhe é que esse ser colorado que teve essa atitude lamentável estava com um cachecol da "Frente Inter Antifascista". O que acaba sendo uma grande hipocrisia, retrato de muitas pessoas nos dias atuais.


O Inter fez o que tinha que fazer: o ser colorado foi identificado e suspenso temporariamente do quadro social do clube. Deveria ser banido do clube e do futebol, mas a parte do banimento dos estádio não cabe ao clube, e sim a Justiça. Pessoas assim não podem frequentar jogos de futebol.


Ela deve ser indiciada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por "prática de violência". De acordo com o delegado Miguel Mendes Ribeiro, da 20ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, ela será enquadrada no artigo do Estatuto do Torcedor que fala sobre "promover tumulto, praticar ou incitar a violência". Além da agressora e da mulher hostilizada, foram ouvidos na última segunda-feira (22/07) um segurança do Inter e outro homem, conselheiro do clube, identificados nas imagens a que a polícia teve acesso. O Internacional será denunciado pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta do episódio.


Uma coisa boa nisso tudo é que os jogadores, tanto do Grêmio quanto do Inter, se solidarizaram com a mãe e filho gremistas. Foi uma corrente muito legal de se ver.


Um caso desse não pode passar sem punição. A colorada que fez aquela atrocidade tem que pagar pelo que fez. O pior foi a desculpa que ela deu para ter essa atitude em entrevista à "GaúchaZH".


- Após finalizar o jogo, fiquei dentro do estádio, aguardando alguns minutos, por causa do congestionamento. Então avistei a torcedora agitando a camisa do Grêmio em direção à torcida do Grêmio. Fui ao encontro dela e comecei a gritar para baixar a camiseta e disse que ali não era o lugar dela. Ainda questionei o exemplo que ela estava dando para o filho. Num ato impulsivo, tentei baixar a camiseta. Baixei. Começamos a nos empurrar. Chegou o segurança, nos separou, tirou do estádio. Foi um ato impulsivo. Não gostaria de ter agredido. Também tenho filho e também o levo ao estádio. Era só para mostrar que ela estava no lugar errado. Em um Gre-Nal sempre tem a tensão, e o estádio tem a torcida adversária e a torcida mista para isso. Não tive intenção de agredir, assustar ninguém.


Como assim? Quer repreender agredindo e intimidando uma pessoa, assustando uma criança? O que a colorada fez não se justifica.


Isso tudo mostra como nós, humanos, demos errado como sociedade. Como a nossa sociedade está doente! Fico imaginando se a criança gremista não está traumatizada pelo ocorrido. Se você que é mãe, pai, que gosta de futebol, que leva seus filhos para os estádios, ou então que tem o desejo de fazer isso um dia, e não ficou incomodado com o que viu, você precisa rever seus conceitos. Eu, que não sou pai, fiquei triste com o que vi no Beira-Rio no último sábado.

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