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Firula fatal traz cheirinho de volta ao Maracanã

Por: José Roberto Julianelli


Foto: André Durão


Belas homenagens aos garotos do Ninho, vítimas do incêndio no CT do Flamengo, ocorrido há uma semana, marcaram a abertura do jogo de ontem à noite (14/2), que decidiu o segundo finalista da Taça GB. Lembranças, cânticos e balões brancos subiram aos céus para marcar e eternizar uma página triste do futebol brasileiro.


Com a bola rolando, o que se viu foi um futebol pobre e, em alguns momentos, até violento, com entradas duras e muitos cartões amarelos, distribuídos por um árbitro que parecia pressionado e inseguro.


De um lado, o poderoso e milionário time do Flamengo, liderado por Diego Ribas, Everton Ribeiro e Gabigol, tentando se encontrar em campo; do outro lado, um time sem estrelas, mas com uma proposta de jogo bem definida, mostrando entrosamento e excelente posicionamento de seus jogadores. O Rubro-Negro jogava com a vantagem do empate, enquanto ao Tricolor só a vitória interessava.


O jogo foi muito fraco tecnicamente, principalmente pelo lado do Flamengo, pois tendo em seu elenco jogadores de indiscutível qualidade técnica, tinha a obrigação de mostrar um futebol de mais qualidade. Sem inspiração em campo, Diego e Everton Ribeiro erraram quase tudo. Gabigol, esforçado apenas, corria e se desdobrava isolado na linha de frente. Arão, mais uma vez, completamente perdido em campo sem saber o que fazer, e os dois laterais inoperantes, principalmente Renê, que esteve em uma noite horrorosa. O Fluminense, sem ter grandes nomes em seu elenco, fez do coletivo e da postura tática a sua maior arma, procurando se defender de forma organizada, com um sistema defensivo praticamente intransponível, tentava sair para os contra ataques, explorando principalmente a velocidade de Yony González e seu bom entrosamento com Everaldo e Luciano.


Essa foi a tônica do início ao fim, e parecia que o resultado do jogo terminaria do jeito que começou. Um zero a zero sofrível, consequência de futebol também de baixa qualidade, que levaria o Flamengo à final da Taça GB. A essa altura, já estava em campo aquele que seria, mais uma vez, o algoz do Mengão. Por ironia do destino, o mesmo De Arrascaeta que já eliminou o Flamengo da Copa do Brasil, em pleno Maracanã, quando atuava pelo Cruzeiro, agora jogando pelo time carioca cometeu uma falha em saída de bola, na intermediária, quando tentou uma jogada de efeito que não deu certo. O Fluminense, mais focado e com determinação, roubou a bola e na sequência marcou seu gol, com Luciano, aos 47 minutos do segundo tempo, deixando perplexos os mais de 50 mil torcedores que compareceram ao estádio. Inclusive os tricolores que foram ao delírio com mais uma vitória no clássico eterno.


Vitória merecida para um time que, reconhecendo suas limitações técnicas, jogou com garra, ocupou os espaços e não deu chance ao adversário, que pode alegar a seu favor ter um time ainda em formação. Mas o fato que fica registrado na história é que o Fluminense vai fazer a final da Taça Guanabara com o Vasco da Gama no próximo domingo (17/02), 17h, enquanto aos rubro-negros mais uma vez restará assistir o jogo com o controle remoto na mão, sentindo mais um cheirinho de decepção.

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