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Ficção ou realidade?

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Por: Rômulo Diego Moreira


Alexandre Campello, presidente do Vasco (Foto: Caíque Andrade)

Uma notícia viralizou entre a torcida do Vasco nesta última semana. De acordo com a informação publicada pelo jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna no jornal O Globo, o fundo de investimento Qatar Sports Investments, que é dono do Paris Saint-Germain, estuda fazer uma parceria com o clube. Rapidamente, os torcedores fizeram memes com a logo do possível parceiro na camisa oficial e também de Neymar sendo anunciado como reforço. Apesar do bom humor, a questão fundamental é: uma parceria com um grande fundo de investimento será o suficiente para fazer com que o cruzmaltino retorne às glórias?


Segundo a publicação, a Qatar Sports Investments acompanha o projeto de transformação dos clubes de futebol do Brasil em empresas e tem o Vasco como uma “grande possibilidade parceria”, afirma o colunista. O deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) apresentou um projeto que facilita a mudança dos clubes de futebol no Brasil para empresas - sociedades anônimas ou companhias limitadas - e que deve ser votado ainda neste mês.


A iniciativa é importante porque a situação financeira é crítica. O Itaú BBA publicou um estudo sobre a saúde financeira dos times brasileiros. Nesta pesquisa, o Vasco aparece como o terceiro maior devedor do Brasil com R$496 milhões em débitos. Somente há dois piores: o Botafogo é o mais endividado com R$672 milhões e, em segundo lugar, o Atlético Mineiro deve R$614 milhões. Por outro lado, em relação ao ano anterior, o cruzmaltino é a entidade esportiva que mais diminuiu a dívida no Brasil, já que pagou R$37 milhões.


Essa dívida desproporcional resulta em atrasos de salários. Para tentar resolver o problema, o Gigante da Colina antecipa cotas de televisão. Além disso, o conselho aprovou um empréstimo no valor de R$20 milhões. Na última sexta-feira, Campello pagou um mês de salários atrasados a funcionários e jogadores. O elenco também vai receber três meses de direitos de imagem que estavam pendentes. Atualmente, há dois meses de carência de salários para atletas e os colaboradores, além de dois meses de imagem para o elenco.


Nesse sentido, os desafios são enormes. A resposta da pergunta formulada inicialmente é complexa e, portanto, necessita ser melhor investigada. Será que o problema é só econômico? Certamente, não. Por isso, a expectativa de virar clube empresa pode trazer novas perspectivas. A instituição precisa reformular totalmente sua gestão, isto é, novas diretrizes, governança e planejamento estratégico. Somente desta forma existirão argumentos para convencer um fundo multibilionário internacional que apostar no Vasco faz sentido.

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