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Experiência, juventude e inversões táticas são motivos de esperança para o torcedor alvinegro

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Por Kelwin Lucas


Autuori está à frente do Botafogo desde fevereiro deste ano | Foto: Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo, pouco a pouco, tem demonstrado ao seu torcedor que 2020 pode ser um ano com boas perspectivas dentro de campo. Na última quarta-feira (19), a vitória por 2x1 diante do Atlético-MG expõe indícios desse interessante caminho, ainda que hajam dinâmicas a serem corrigidas. O técnico Paulo Autuori - com toda sua personalidade e conhecimento de futebol - comprova que conhece cada vez mais o elenco do Glorioso. Entende o momento e as partidas que são necessárias para propor o jogo, mas é inteligente o suficiente para compreender que a reatividade pode e deve também ser aplicada circunstancialmente.


O duelo tático


O treinador do Alvinegro sabia que, de fato, era difícil enfrentar o Galo de peito aberto. Além de ter um calibre técnico melhor, possui um belíssimo comandante: o argentino Jorge Sampaoli. Nessa conjuntura, Autuori se propôs ao risco. Abdicar do seu 4-1-4-1 para então formalizar um típico 4-4-2, que com o domínio da bola, chegava perto até mesmo de um 4-2-4. Um jogo reativo, mas de extrema elegância. Transição rápida com os pontas Luiz Fernando e Luis Henrique (olho nele), dois volantes de contenção e dois centroavantes pra dificultar o primeiro passe da equipe atleticana e também reter a bola quando ela estivesse com o Bota.


Resultado da 1ª etapa: 1x0 para o Botafogo. Tudo perfeito? Não. Ofensivamente, foi positivo. O time carioca encontrava os espaços por trás das linhas de marcação do Atlético e construiu o gol marcado por Luiz Fernando dessa forma. No entanto, na questão defensiva, sofreu mais que o necessário: volantes com dificuldade de ganhar o meio-campo e que também pouco auxiliavam os laterais. Além disso, os pontas não conseguiam fechar bem o corredor. Tendo em vista esse contexto, Barrandeguy, o lateral-direito do Glorioso sofreu bastante. Do outro lado, Sampaoli repetiu os erros defensivos que a equipe atleticana vem expondo, com transição lenta e muito espaçada. Já na frente, perda de gols excessivas.


Babi deu assistência para gol de Caio Alexandre e se destacou | Foto: Vitor Silva

Na etapa final, veio a sacada de mestre de Autuori: ainda que estivesse ganhando, corretamente o treinador trouxe ao jogo o zagueiro Rafael Forster e o volante Caio Alexandre. Com isso, voltou ao 4-1-4-1 e, pouco a pouco, o Botafogo foi capaz de reduzir a pressão atleticana, uma vez que Forster, com boa leitura de jogo, cobria bem o lateral-direito da equipe, além de ter uma boa saída de bola. Junto a ele, a joia alvinegra, Caio Alexandre, com belos lançamentos, ditava os contra-ataques do Alvinegro, que tinha como principal válvula de escape a outra joia: Luis Henrique. E, claro, como não lembrar do guerreiro Matheus Babi? Retendo bola entre os zagueiros, abrindo espaços, criando jogadas e sendo definitivamente, um camisa 9 de imposição. Por sinal, assim foi construído o 2º gol do Botafogo, marcado por Caio Alexandre. Enquanto que do outro lado, o Atlético-MG perdeu gás, abriu mais espaço e continuou pecando nas finalizações, levando Jorge Sampaolli à loucura. Um jogaço dentro de campo e na beira dele, que terminou 2x1 para o time mandante.


A mescla que pode gerar frutos


O torcedor alvinegro enxerga bastante luz em General Severiano. Não poderia ser diferente. Há um trabalho, há um rumo, há um planejamento, e há, de fato, perspectiva para uma boa temporada do Botafogo. Títulos? Vagas em competições intercontinentais? O tempo vai nos dizer, mas o fato é: existe talento, experiência, juventude e coletivo de sobra no Glorioso. Afinal, estão reunidos Gatito, Marcelo Benevenuto, Caio Alexandre, Honda, Rafael Forster, Bruno Nazário, Kalou, Luis Henrique, Matheus Babi, dentre outros nomes. Junto a um time qualificado, um treinador que sabe o que está fazendo: Paulo Autuori.


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