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Especial Sócio-Torcedor: Vasco aumenta vantagem sobre o Flamengo em número de associados

Atualizado: Jun 4

Por João Pedro Ramalho


De janeiro até maio, o Vasco perdeu cerca de 10 mil Sócios-torcedores, e o Flamengo, o dobro. I Foto:Reprodução

Com a paralisação do futebol por conta do novo coronavírus, o futebol brasileiro sofre com a diminuição da receita. No Rio de Janeiro, não é diferente. Nesse sentido, o quadro de sócios representa um reforço essencial para tentar manter o equilíbrio financeiro. E os clubes mais populares da cidade, Flamengo e Vasco, têm apresentado perspectivas diferentes.


Tendo sua segunda maior fonte de renda vindo da fidelidade do sócio-torcedor, o Rubro-Negro viu esse número cair nos últimos meses por conta das implicações do COVID-19 e busca alternativas para manter sua folha salarial altíssima. O clube da Gávea perdeu, desde o início da pandemia, cerca de 20 mil membros do plano Nação Rubro-Negra. Dessa forma, analisa o ressarcimento caso os campeonatos não aconteçam, além de prorrogar planos para tentar frear essa queda.


Para não prejudicar seus torcedores, o Flamengo age com cautela e espera um calendário definitivo para tomar as medidas mais adequadas, como afirmou o advogado do Fla, Paulo Souza, em entrevista ao site globoesporte.com.


- Se o posicionamento parte do princípio de esperar a volta para definir a decisão que eles vão tomar, acho uma maneira correta. O Flamengo está partindo da premissa que não pode lesar os consumidores, que são os torcedores. Está esperando a decisão para readaptar o modelo do contrato sócio-torcedor - concluiu.

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No Vasco, o clima era de aflição. Mesmo com o maior programa de sócio da América Latina, o presidente Alexandre Campello teme que o pior ainda está por vir, uma vez que, entre maio e junho, os seis meses promocionais no valor de todos os planos acabarão. Antes da promoção, o clube contava com 33 mil associados, e ao fim,185 mil. Ao canal Atenção Vascaínos!, o dirigente demonstrou sua preocupação.


- Quando fizemos a Black Friday, a ideia era aumentar o número de sócios e posteriormente aumentar o valor do ticket médio. A ideia é que o valor volte aos R$ 40 e isso contribua de maneira mais significativa com o clube. A gente espera que o torcedor renove o contrato, pois o clube vai precisar muito dessa receita - disse o presidente.


Todavia, a expectativa negativa não se confirmou. O Sócio Gigante fechou o mês de maio com 50 mil renovações. A mobilização foi fundamental para manter a receita equilibrada em São Januário em tempos de pandemia. A diretoria, que vinha enaltecendo a importância de uma renovação em larga escala, reconhece o apoio do torcedor em um momento que naturalmente provocaria cancelamentos e inadimplências. Eduardo Sá, diretor do programa, declarou seu agradecimento a torcida.


- A gente super entende se nesse momento, devido à pandemia ou a algum impacto econômico proveniente da pandemia, o sócio não consiga fazer a sua renovação. Mas a gente agradece a todo mundo que esteve junto e que estará junto pós-renovação dentro desse momento tão complicado. O principal recado é de agradecimento a tudo que a torcida do Vasco fez no ano passado e a tudo que tem feito nesse processo dificílimo de renovação. Sem eles, essa luta pela reestruturação do clube seria impossível - afirmou.


De janeiro ao fim de maio, o Vasco havia perdido cerca de 10 mil membros, enquanto o Rubro-Negro perdeu aproximadamente o dobro desde o início da pandemia, em março. Assim, o Cruzmaltino consegue manter e aumentar a diferença no número de sócios em relação ao seu maior rival.

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