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Escritor português conta história do “milagreiro” brasileiro no caldeirão do Marítimo (POR)

Por Lucas Peralta


Foto oficial do elenco do Marítimo na temporada 1997/1998 | Foto: csmaritimo.org.pt

O futebol e a paixão pelo Club Sport Marítimo são os pontos de conexão entre os dois personagens dessa história. Como protagonistas estão um escritor português apaixonado pelo clube e um brasileiro responsável por “escrever” as páginas de um capítulo inesquecível do time português: a classificação para a Liga Europa de 1998.


Na confraria de bar, surge o “Leão do Almirante Reis”


O surgimento do clube que une as lembranças, bem como as histórias de nossos personagens, aconteceu em setembro de 1910 em Portugal, na região da Ilha da Madeira. Inclusive, as primeiras reuniões entre os membros responsáveis pela fundação do clube, assim como a fundação oficial do Marítimo, aconteceram num bar. Mas isso não acontecia num bar qualquer...


O curioso local do surgimento do Marítimo foi o bar do Aurora, propriedade de Cândido Gouvêa, o “Candinho”, fundador e sócio número um do clube. Portanto, curiosamente, o time é fruto das confrarias do bar que ficava nas proximidades do porto de Funchal, na Ilha da Madeira.

Vale ressaltar que o Marítimo foi criado com intuito de representar as classes marítimas da época. Inclusive, os primeiros jogos disputados pelo novo time eram contra as tripulações de outras embarcações que ancoravam no porto da Madeira. O clube adotou como cores oficiais as da república portuguesa: vermelho e verde.


O time português, também conhecido como o “Leão do Almirante Reis”, faz parte das vidas do escritor português Vítor Sousa, adepto (torcedor, em português luso) apaixonado pelo clube, e do ex-jogador brasileiro que entrou para a história da equipe maritimista em 1998, Herivelto Moreira.

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O Estádio dos Barreiros inaugurado em 1957, foi cedido ao Marítimo pelo Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, em 13 de setembro de 2007, passando a se chamar Estádio do Marítimo | Foto: csmaritimo.org.pt

Caldeirão lotado, alecrim queimado e gol do "milagreiro"


“Nunca foi fácil para o Marítimo”, afirma Vítor. Isso se deve ao fato que,historicamente, o Marítimo ou “Maior das Ilhas”, passou por dificuldades desde a sua fundação. Além disso, recorrentes crises financeiras determinavam cenários de instabilidades administrativas, e consequentemente, desportivas para o clube. Tanto é que, apenas em 1977, o time conseguiu o acesso à elite do futebol português. Ainda assim, as temporadas foram de constantes oscilações entre altos e baixos, acessos e rebaixamentos. O clube hoje está na elite do futebol português e não sabe o que é um rebaixamento para a Série B desde 1985.


Marítimo das epopeias


Torcedor apaixonado da equipa (equipe em português de Portugal), nosso entrevistado Vítor comenta que a temporada 1997/1998, apesar de todas as dificuldades, foi um momento inesquecível. Alegrias para torcedores e jogadores do clube quando tudo parecia improvável. Afinal, para que o Marítimo garantisse a classificação para a Europa League na temporada seguinte, o time da Madeira precisava vencer em casa o campeão Futebol Clube do Porto e dependia ainda de outro resultado. Aperte o play e entenda a epopeia do Marítimo com os relatos de quem vivenciou a emoção da classificação:

O improvável aconteceu após o gol do “milagreiro” Herivelto. Além da vitória dentro de casa diante do campeão Porto, o adversário ainda contava com a ambição do atacante Jardel em terminar a competição como artilheiro do campeonato.


Jardel até fez dois no caldeirão, empatando a partida, mas o milagre estava do lado do Marítimo: 3x2 para o “Maior das Ilhas”, e com a combinação de resultados, o time da Madeira saiu de campo com a classificação para a Europa League da próxima temporada.


Paixão, apoio e a superstição fizeram parte da essência dos torcedores do Marítimo que estiveram ao lado do time naquele ano vitorioso. Os adeptos lotavam o Estádio do Marítimo e queimavam folhas de alecrim nas arquibancadas como “mandinga” para dar sorte. Em 1998, o alecrim foi o aroma da glória da equipe portuguesa. Festa dentro e fora dos gramados do caldeirão e alegria luso-brasileira!

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