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Em "pelada eufórica", Flu vence Grêmio no Sul

Por: Rômulo Diego Moreira


Luciano aproveitou falha de Júlio César e marcou um dos gols (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)

Grêmio 4 a 5 Fluminense foi uma pelada. Digo pelada no seu melhor sentido. Aquele joguinho entre os amigos desprovidos dos aspectos táticos. Lá só vale a diversão e o culto à bola. Ou seja, o drible e o gol. A pelada é a essência do futebol brasileiro. Nossos maiores craques surgiram desta prática.


O futebol contemporâneo não se joga desta forma. A última Copa do Mundo mostrou claramente que vivemos a época da compactação e, consequentemente, da redução de espaços. Hoje, o melhor futebol jogado do mundo é aquele praticado nos gramados europeus na UEFA Champions League. Eles são a tendência e representam o que há de mais moderno. E, mais uma vez, a compactação é a ordem. O futebol é intenso com ou sem a bola.


O jogo da 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, entre Grêmio x Fluminense, foi eufórico. Puro entretenimento. Mesmo que em vários momentos os atletas tenham deixado espaços demais entre os setores, expondo os sistemas defensivos, porque os companheiros saíam para fazer a pressão no campo adversário. Quando ultrapassados, a cobertura era lenta, isto é, sem a disciplina esperada ou, simplesmente, não voltavam à marcação. Renato Gaúcho, ao falar sobre a partida, se incomodou na coletiva. "Às vezes três ou quatro dão mole, acham que não precisam mais fazer o que foi determinado porque está 3 a 0. E aí sobrecarrega todo mundo. Quando você tem tantas falhas, paga por elas. Hoje (domingo) foi inadmissível. Perdemos por 5 a 4, demos mole demais".


Até os 3 a 0 Grêmio, a defesa do Fluminense não existiu. Os erros eram tão presentes que comprometia o conjunto. O técnico Fernando Diniz ressaltou o fato. “O jogo ficou à mercê deles. A gente não encaixava. Eu falava para não avançar de forma desorganizada”. No final, o duelo apresentou outro cenário. O sistema do Tricolor Gaúcho foi quem errou, possibilitando a virada do Tricolor Carioca. Inclusive, o zagueiro Kannemann reconheceu as falhas. "Por alguns erros nossos, colocamos o Fluminense de volta no jogo". Ainda teve uma falha individual grosseira do goleiro Júlio César, ex-jogador do clube das Laranjeiras, que perdeu a bola para Luciano, cuja consequência deu um gol ao rival. Há 17 anos que o Grêmio não levava cinco gols como mandante e sofreu pela primeira vez dentro do novo estádio.


Do lado carioca, o treinador, apesar da euforia do vestiário, afirmou. "Errei na estratégia. Estava 3 a 0, e a gente poderia ter tomado quatro ou cinco". No segundo tempo, ele mudou, a equipe melhorou, contou com as falhas do Grêmio e, finalmente, virou. Fica a sensação de que valeu por acreditar até o fim. Neste clube, o verde é cor da esperança.

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