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Destino Xeneize: saiba como o Boca Juniors deu o troco no River Plate e levou o Campeonato Argentino

Por: Tom Frauches

O Campeão Boca terminou o campeonato com 48 pontos, e o River fez 47 (FOTO: ALEJANDRO PAGNI / AFP)

Com um gol aos 73 minutos do segundo tempo, um ídolo e prata-da-casa xeneize (alcunha carinhosa do time de Palermo, Palacios e cia.) deixa o treinador Miguel Russo eufórico com um título pelo Boca Juniors. A cena, que facilmente poderia descrever o tento de Riquelme no jogo de ida da final da Libertadores de 2007, serve também para narrar o gol de Tévez que levou o Argentino dessa temporada para a salas de troféus da Bombonera.


O técnico Ricardo "El Ruso" Zielinski, com um "S" a menos que seu colega do Boca, recebe o River e, ao trancar o jogo ao máximo e arrancar um doloroso 1x1, deixa a torcida millionaria (apelido dos torcedores de Nuñez) angustiada e chorosa. A descrição serviria ao rebaixamento do River em 2011, sacramentado no duelo contra o Belgrano, mas é a maneira como o River perdeu um dos títulos mais "ganhos" da história da terra de Perón y Dulce de Leche.

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O futebol argentino costuma ser aterrorizante para os céticos, de tão simbólicas que são suas coincidências. Mas as obras do acaso que premiaram a redenção de Tevéz, cuja carreira era dada como acabada até o fim do ano passado, passam também pelo descaso que Gallardo, técnico do Millionario, parece ter com os pontos corridos, mesmo que ele se esforce para provar o contrário.


O River chegou na reta final do Argentino com chances e possibilidades gigantescas: com o, de longe, melhor elenco do país, o time chegava para os "finalmentes" jogando um futebol regular e sólido, sem muito espaço para crer numa repentina queda de produção, como houve. Precisando somar três pontos apenas com Tucumán e Defensa y Justicia, o time fracassou ao conseguir apenas dois empates mornos e decepcionantes. Era difícil imaginar que o time, embalado por duas finais seguidas de Libertadores, teria problemas de cunho emocional. Mas teve.


O Boca não tinha nada a ver com isso. É óbvio que o torcedor ainda tem (e talvez vá morrer tendo) o gosto amargo da final de Madrid remoendo na língua. E a situação não era das melhores. Com a crise assolando o país, as jovens estrelas do time sumiam em uma velocidade ímpar. E os medalhões, como Tévez e Ábila pareciam não dar conta do recado. Quando Russo é anunciado em dezembro, aliás, o clima era de desconfiança, mesmo sendo ele o comandante do título continental onde Riquelme mais brilhou.


Os xeneizes souberam compensar o desequilíbrio atual e fizeram esforço para queimar a gordura criada pelo rival ao longo da tabela. Tévez, que já sequer figurava entre os habituais titulares, cresce de uma maneira que só os ídolos sabem, e passa a somar gols e assistências valiosíssimas na reta final.Se fosse um campeonato alemão, islandês ou japonês, talvez ganharia o River, tendo a regularidade e o projeto de longo prazo premiados. Mas no campeonato mais nervoso, sentimental e à flor da pele que se tem notícia, já era de se imaginar que levaria aquele que mais soube jogar a favor do acaso e da coincidência. E esse, sem dúvidas, foi o Boca.

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