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Como Abel Braga poderá montar o Flamengo?


Foto: Hipólito Pereira/Acervo O Globo

Por: Rômulo Diego Moreira (do canal do Youtube e Instagram: Os Antenados na Jogada)


“Eu posso garantir à torcida do Flamengo que será um técnico que tem a dimensão do Flamengo. São vencedores, são pessoas que pensam grande, que querem ganhar, não suportam não vencer”, desta forma o recém-eleito presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, definiu Abel Braga. Ele acredita que o novo comandante poderá colocar em prática a mentalidade vencedora que faltou ao Rubro-Negro nestes últimos anos, para poder transcender a excelência na gestão e vencer no campo.


E como Abel vai construir seu novo trabalho? Baseado no histórico de montagem tática das equipes, o Blog Intervenções procurou algumas características que estarão presentes em 2019. O técnico gosta de alas. Ele não vê laterais como defensores, mas como construtores de jogadas pelas extremidades do campo. Em seu trabalho campeão brasileiro pelo Fluminense, alguns jogadores se destacaram pelo potencial ofensivo como, por exemplo, Mariano e Carlinhos. A referência ofensiva é importante. No Internacional, campão da Libertadores e Mundial, a aposta era em Fernandão. No Tricolor Carioca, o artilheiro era Fred. Certamente, ele acredita no poder de decisão do centroavante para decidir os jogos.


No aspecto tático, o técnico é versátil e pode buscar o ajuste de acordo com a necessidade. Suas equipes já usaram linha de 3 zagueiros e linha de 4. A referência de desempenho foi o Colorado de 2006 que defendia com Índio, Bolívar e Fabiano Eller, num 3-5-2. Os gaúchos tinham linhas compactas e cobertura eficiente.


Quando assumiu o Fluminense em 2011, o sistema inicial foi um 4-4-2 losango e fechando mais por dentro. Esse esquema tinha no meio campo Edinho mais fixo, Diguinho e Marquinho, fechando a trinca de volantes, com Deco mais avançado. O ataque era Sóbis e Fred. Em 2012, Abelão ganhou reforços como Nem, Thiago Neves e Wágner, e remontou o esquema. A base era um 4-2-3-1 com variação ofensiva para um 4-3-3 e defensiva para um 4-1-4-1. No final, a conquista do Campeonato Brasileiro foi consequência da mistura entre padrão de jogo e qualidade técnica.


Em seu último trabalho, o comandante usou outra maneira de articular o time. Com o orçamento reduzido, ele comandou o Tricolor das Laranjeiras nas 12 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. O estilo de jogo era reativo, ou seja, procurando os contra-ataques e utilizando a ligação direta entre a defesa e o ataque. O foco da equipe era jogar em função do jovem Pedro que vivia excelente fase, e mais uma vez, o centroavante é protagonista.


O Flamengo vai precisar contratar. O novo treinador gosta de um time que jogue veloz em transição, e os atletas desse setor não são rápidos. O vice-campeão brasileiro, sob o comando de Mauricio Barbieri (em 26 jogos) e Dorival Júnior (12 jogos), jogava com posse de bola, com muitas trocas de passes, finalizações e desarmes, cuja característica é resultado da marcação alta imposta em busca da recuperação da bola mais próxima à área adversária. Há desafios como recuperar a moral do camisa 9, encontrar os laterais adequados e reorganizar o meio após a saída de Lucas Paquetá. Será que Abel fará Henrique Dourado novamente destaque no futebol brasileiro? Renê, o melhor lateral do Brasileirão, não é ala. Trauco está de malas prontas. Pará e Rodinei são vistos como insuficientes.


Enfim, os obstáculos são grandes, pois o clube da Gávea venceu pouco nos últimos anos. Entretanto, pegá-lo estruturado e sedento por títulos torna tudo mais vibrante.

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