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Com nova função em campo, Honda se sacrifica e faz o Botafogo jogar

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Por João Pedro Ramalho


Meia já tem um gol em seis partidas pelo Glorioso | Foto: Vítor Silva/Botafogo

Com Copa do Mundo e Liga dos Campeões na bagagem, o meia japonês Keisuke Honda chegou ao Botafogo no início do ano com o status de um camisa 10 criativo e dono do meio de campo. A qualidade inquestionável, todavia, vem sendo utilizada de forma antagônica ao que ele se acostumou a exercer em clubes como Milan (ITA) e CSKA (RUS), onde atuava atrás dos atacantes. Jogando como segundo volante ao lado do jovem Caio Alexandre, o astro deixa de lado a característica ofensiva e se sacrifica para ajudar na saída de bola alvinegra.


A qualidade no passe, principal atributo do camisa 4, é vista no Bota de Paulo Autuori como peça-chave para o funcionamento do time. Ao lado de Bruno Nazário, escolhido pelo técnico para jogar ofensivamente, o meia é a cabeça pensante que faz o Glorioso jogar verticalmente. Entretanto, o time perde muito na criação por ter um jogador da qualidade dele “preso” à uma função mais defensiva de volante, fato que comprova a baixa média de gols do time na temporada. Mesmo bem fisicamente, Keisuke não tem a liberdade para pisar na área ou chegar à “Zona 14”, setor correspondente à entrada da área, lugar no campo onde fez mais sucesso dentro do futebol. Sem vaidade, o japonês joga para o time, mas em alguns momentos do ano, será necessário que o time também jogue por ele, que é o novo homem da primeira linha alvinegra.

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Em toda a carreira, Honda foi um exímio batedor de faltas e pênaltis. Contudo, no Botafogo, foge da função de ser dono do time e compartilha a responsabilidade com os companheiros. Nos amistosos contra o Fluminense, pela Taça Gerson-Didi, os laterais Barrandeguy e Danilo Barcelos bateram faltas, e Pedro Raúl recebeu do japonês a bola para bater a penalidade. Caio Alexandre é outro que cresce em cima do sacrifício do capitão alvinegro em prol do crescimento do time. A promessa da base vem tendo regularidade principalmente pela liberdade em campo provida do balanceamento com Keisuke.


A importância do astro vai além das quatro linhas, e o engajamento social dele pode deixar um legado dentro do futebol brasileiro, que desfruta de mais um craque atuando em General Severiano.

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