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Com delegação forte no Pan de Lima, Time Brasil mira medalhas e vagas para Tóquio 2020

Por: Alternativa Esportes (Matéria do COB)


Delegação brasileira na abertura do Pan 2019 (Foto: Reuters)

Começaram oficialmente os Jogos Pan-americanos Lima 2019, na última sexta-feira (26/07). Até 11 de agosto, o Time Brasil terá como principal objetivo conquistar o maior número de vagas para Tóquio 2020. Ao todo, 22 modalidades esportivas são classificatórias para os Jogos Olímpicos ou contarão pontos para o ranking mundial.


Formado por 485 atletas (249 homens e 236 mulheres), o Time Brasil terá a quinta maior delegação dos Jogos, atrás de Estados Unidos, Peru, México e Argentina. Além de numerosa, a equipe brasileira chega a Lima com o que tem de melhor, considerando uma série de fatores, como o conflito de datas com campeonatos mundiais e baixas por lesões.


Prova disso é o número de medalhas conquistadas pelos atletas brasileiros que estarão no Pan nos Campeonatos Mundiais: 119 (46 ouros, 39 pratas e 34 bronzes), incluindo as conquistas obtidas pelos nadadores do país no Mundial de Desportos Aquáticos, em Gwangju (Coreia do Sul). São 55 medalhistas, de 19 modalidades.


- Em alguns esportes não viemos com força máxima, em virtude de classificatórios olímpicos que ocorrem simultaneamente, caso do vôlei, mas trouxemos equipes muito boas. Em Toronto 2015, o vôlei também não veio com força máxima, mas três dos atletas foram campeões no Rio 2016. Os Jogos Pan-americanos são uma grande oportunidade para os atletas - declarou Jorge Bichara, diretor de esportes do COB.


Ao mesmo tempo em que traz 12 medalhistas olímpicos em sua delegação, o Time Brasil reúne também uma série de atletas promissores, comprovando a boa renovação do esporte nacional. No atletismo, por exemplo, estarão presentes os campeões do 4x100m no Mundial de Revezamento, em Yokohama (Japão): Derick Souza, Jorge Vides, Paulo André e Rodrigo Nascimento. Além deles, é possível destacar Beatriz Ferreira (boxe), Lais Nunes (wrestling), Icaro Miguel (taekwondo) e Larissa Pimenta (judô).


- Nossa expectativa é positiva. O Pan nos ajuda a avaliar o nível técnico de algumas modalidades em que a disputa é mais forte. É um momento importante da nossa preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio - disse Bichara, que ainda explicou o motivo de não estipular metas de colocação no quadro de medalhas.


- Nas últimas edições, o Brasil tem ficado na terceira posição. Mas não estabelecemos nenhuma meta nesse sentido. O Pan tem um caráter um pouco diferente dos Jogos Olímpicos, cada país tem a sua estratégia e depende muito de como eles se organizam - completou.


Com Arthur Zanetti (ginástica artística), Fernando Reis (levantamento de pesos), Hugo Calderano (tênis de mesa), Rafaela Silva (judô), Mayra Aguiar (judô), Bruno Fratus (natação), Ana Marcela Cunha (maratona aquática), Henrique Avancini (ciclismo mountain bike), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), entre outros, o Time Brasil reforça o valor dos Jogos Pan-americanos e mostra que a competição continental é essencial para objetivos ainda maiores.

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