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Bruno Henrique no Flamengo: do bronze ao ouro no início de 2019

Por: Thiago Julianelli


Foto: André Durão/globoesporte.com


Após um 2018 melancólico e sem títulos, a expectativa do Flamengo para este ano era a mais positiva possível. Mudança de diretoria - com a posse de Rodolfo Landim -, a chegada do técnico Abel Braga, e o que mais mexe com os torcedores no início da temporada: as contratações. Ao todo, o Rubro-Negro trouxe quatro caras novas: o zagueiro Rodrigo Caio, o meia Arrascaeta e os atacantes Bruno Henrique e Gabriel Barbosa, o Gabigol.


Os mais comemorados foram, sem dúvidas, Arrascaeta e Gabigol. O primeiro por ser um meia extremamente técnico e ofensivo, de ótimo passe e finalização. Teve um início apagado quando chegou ao Cruzeiro em 2015, mas logo se tornou protagonista na Raposa. O segundo, por ter sido artilheiro do Campeonato Brasileiro do ano passado com 18 gols e pelas credenciais de seu apelido, que tem até “gol” no fim. Até o momento, o uruguaio não engrenou e o camisa 9 até ficou cinco jogos sem marcar, mas agora soma oito bolas na rede em 11 jogos. Completando, Rodrigo Caio vem sendo titular e tem tido atuações sólidas ao lado de Rhodolfo ou Léo Duarte. Mas e Bruno Henrique?


Talvez dos quatro nomes novos, ele tenha sido colocado em terceiro ou até quarto no pódio de empolgação da torcida. Seria medalha de bronze nessa configuração hipotética. E dava para entender o por quê dessa desconfiança, pois o 2018 do camisa 27 não foi dos melhores: conviveu com lesões que o atrapalharam a repetir o excelente 2017 que teve, quando chegou ao Santos, e em 53 jogos, marcou 18 gols. Mas era necessário esperar para ver o que ele poderia oferecer. E nem precisou esperar. Na verdade sim, 18 minutos, quando ele marcou de cabeça, logo em sua estreia, contra o Botafogo, no Nilton Santos. Sete minutos depois, o segundo gol, num chute colocado, garantindo a vitória de virada do Fla por 2 a 1.


É interessante notar que, em apenas 25 minutos, o ponta simplesmente igualou o número de gols marcados em 2018: os mesmos dois tentos, porém, em 32 partidas. E o que se viu do atacante nos jogos seguintes foi extrema velocidade, movimentação e inteligência em campo. Em 11 partidas, ele já soma seis gols e seis assistências, tornando-se vital no esquema de Abel Braga. Nomes que chegaram badalados e valendo milhões, como Vitinho e Arrascaeta, concorrentes da posição, terão de mostrar muito futebol para tirar Bruno dos 11 iniciais. Somado a isso, tem o intocável - e com méritos - Everton Ribeiro na outra ponta, além de Diego no meio, que tem feito ótimo início de ano. Arrumar um espaço no pelotão da frente do Flamengo não é uma tarefa tranquila. Mas, pelo menos nesse início, Bruno Henrique fez parecer moleza. Com grandes atuações e sendo o mais efetivo dos reforços de 2019, medalha de ouro para ele até aqui.

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