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Rota oposta

Atualizado: 21 de Jan de 2019


Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Por: Rômulo Diego Moreira 

Em 2018, a estratégia do Palmeiras foi formar um elenco qualificado e disputar todos os títulos montando basicamente um time para as Copas e outro para competir no Nacional. Deu certo. O Alviverde foi campeão brasileiro e semifinalista da Copa do Brasil e da Libertadores. O êxito foi tão evidente que os rivais estão copiando: Flamengo e São Paulo esquentaram o mercado e apostaram em ter dois times para conseguir rivalizar com vitalidade. O Botafogo, por sua vez, pensa num caminho distinto. O técnico Zé Ricardo tem sido enfático em dizer que pretende trabalhar com um elenco enxuto.


“A preocupação maior era formar o elenco, a base. Para fazer uma temporada forte dentro das tradições do clube. Ainda não temos o grupo fechado, estamos atentos às oportunidades, dentro da filosofia de um grupo enxuto, com todos tendo chance de jogar”, comentou sobre a montagem do grupo.

Na última temporada, o Glorioso tinha 36 jogadores. Segundo o treinador, o planejamento prevê a redução do número de atletas para uma média de 28 contando os três goleiros. E o foco é a possibilidade de dar chance à base.


“Os meninos da base que já estavam treinando no profissional têm mais chance de jogar. Helerson, Wenderson, Igor Cássio e Rickson… acompanhei a Copinha, achei que foi uma campanha digna. Começou de forma irregular, até porque o Marcos só assumiu o time em dezembro, mas por poucos não passamos do Guarani. Claro que alguns atletas se destacaram, mas a ideia é não pressionar. Espero que no momento exato eles possam ser utilizados. A ideia é sempre deixar o grupo mais enxuto”, ressaltou.

A estratégia conta com o respaldo do Departamento de Fisioterapia. Fábio Azevedo, fisioterapeuta do Botafogo e da Seleção Brasileira, refutou a ideia de que um grupo menor de jogadores pode trazer mais lesões.


“Com o elenco mais enxuto conseguimos fazer um trabalho preventivo com mais qualidade. A atenção primária ao atleta aumenta e as avaliações funcionais periódicas podem ser feitas com mais frequência e mais qualidade”, ponderou.

Em 2018, o clube teve apenas 12 lesões na temporada. O número é menor que a média nacional de mais de 14 lesões. Com a expectativa de manter os bons resultados, o trabalho conta com um novo sistema de avaliação, o KINEO.

“O novo enfoque da fisioterapia que é a prevenção tentaremos diminuir ao máxima as possibilidades de lesões musculares e articulares. Estamos com um sistema novo de avaliação e treinamento de força que é o KINEO. Este aparelho mensura a diferença de força de um membro do outro. vem agregando muito ao dia a dia. A termografia também está sendo muito usada. Nesta podemos ver se um determinado músculo está suscetível a lesão”, disse Fábio Azevedo à Alternativa Esportes.

Apesar da excelência, o Departamento não tem voz ativa para interferir no planejamento.  Se a dará certo ou não, só o tempo dirá.

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