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Acaso Tricolor


Foto: Mailson Santana/Fluminense FC

Por: Rômulo Diego Moreira (do Canal do Youtube e Instagram: Os Antenados na Jogada)


O natal não tem sido fácil no Fluminense. De volta às Laranjeiras, Fernando Diniz foi apresentado no Tricolor num clima conturbado. O presidente Pedro Abad confirmou que irá propor a antecipação das eleições marcadas para novembro de 2019. A oposição pressiona, visto que está protocolando sistematicamente pedidos de impeachment. O primeiro pedido foi arquivado. Somente 96 conselheiros do Fluminense compareceram à votação. De acordo com o estatuto, o número mínimo obrigatório para que a sessão fosse aberta era de 150 conselheiros. Fernando Leite, presidente do conselho, tirou o assunto da pauta da reunião. Além disso, não há consenso sobre a possível antecipação das eleições. Até a oposição se divide em relação ao pleito.


Sem ter um caminho claro, o Fluminense navega rumo ao acaso. O processo de escolha do novo treinador por uma diretoria que não gerenciará em 2019 passou por nomes com o perfil totalmente diferente como, por exemplo, Jair Ventura e Fernando Diniz. O ex-comandante do Botafogo, Santos e Corinthians conseguiu sucesso quando sugeriu um jogo reativo, isto é, reagir à proposta de jogo do adversário. O conceito desse tipo de jogo tem como base a defesa segura, procurando os contra-ataques com ligação direta entre o ataque e a defesa. Quando propôs algo distinto da sua tendência, não deu certo. O ex-técnico do Athetico Paranaense, por sua vez, gosta de utilizar outros elementos: jogar com a bola, passes rápidos, tentativas de triangulações e marcação pressão. Alguns pensam que o novo comandante representa a modernidade ao futebol brasileiro, mas é exatamente o oposto. Ele retorna às origens da escola que sempre tratou a bola com elegância e habilidade técnica acima da média.


A escolha fruto da casualidade é errada. E o motivo é simples: é mais fácil desconstruir de que construir. Implementar um jogo com a bola exige tempo e, principalmente, jogadores de qualidade para fazê-lo. Num contexto de crise política intensa, reformulação completa do elenco, problemas financeiros – inclusive com salários atrasados e contenção de receitas, sem fundo para aquisições de alto nível, não faz sentido a escolha. O novo presidente não terá constrangimento em descartar Diniz, caso os resultados não apareçam num curtíssimo prazo.

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