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A estratégia perfeita

Por: Rômulo Diego Moreira


Foto: André Fabiano/Estadão Conteúdo


O terceiro Fla-Flu do ano teve todos os ingredientes de um grande roteiro: gol anulado de Léo Santos nos primeiros minutos, golaço do criticado lateral Renê, jogada absurda e expulsão do jogador Bruno Henrique, pênaltis equivocados com consulta ao VAR, o técnico Abel Braga com pressão alta foi levado de ambulância ao hospital, craque tricolor expulso e uma atuação disciplinar grosseiramente pior que medíocre do árbitro. A partida foi digna de uma narrativa épica cinematográfica. Embora concretamente não tivesse muito valor, todos queriam vencê-la de qualquer forma, como se fosse a verdadeira final.


É possível analisar o clássico de vários ângulos. Em relação à tática do Flamengo, Abel começa a colocar o clube da Gávea em outro patamar. No dia 3 de janeiro, o Rubro-Negro se apresentou para a temporada 2019 e logo partiu à Florida Cup.  A equipe estreou empatando contra o Ajax por 2 a 2, com apenas sete dias de pré-temporada. Logo na primeira entrevista coletiva, o técnico ressaltou que pretendia marcar com linhas altas, ou seja, usar a marcação pressão.


"Formamos a estratégia de jogar esperando. Não tínhamos condição nem tempo de treinamento para tentar marcar mais alto. Foram seis dias contra seis meses. Mas minha estratégia é diferente. É marcar mais alto. E hoje foi o contrário. Eu sabia que eles jogariam assim, fizeram isso contra o Bayern de Munique. Em campo, no início da temporada, a perna pesa, é a falta de ritmo. Mantive a equipe que vinha jogando e saio muito satisfeito. Temos que subir o primeiro degrau, mas não estar preocupado e olhar o final da escada", declarou o treinador na entrevista coletiva ainda no Orlando City Stadium.


Os jogos contra o Fluminense mostram com clareza a equipe consistente que Flamengo está formando. No primeiro clássico do ano, marcado por homenagens aos dez jovens que morreram no incêndio no Ninho do Urubu, o Tricolor controlou as ações e foi premiado com gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo. Apesar de o Fla ter sido superior e com mais chances de vencer, o conceito de ter majoritariamente a posse de bola, e fazê-la rolar entre os zagueiros e o volante, esperando que os adversários se abram e possibilitando uma transição ofensiva rápida com triangulações, teve êxito. O mérito da equipe das Laranjeiras foi ter chamado o rival para seu campo, desarmando e ganhado espaço quando acertou as saídas de bola. A estratégia de Fernando Diniz prevaleceu.


Abel Braga, por sua vez, sabia que o pecado cometido por sua equipe, certamente, era a marcação. Ele precisava de uma marcação pressão mais contundente. No último fim de semana, o que se viu foi um passeio no desempenho do Flamengo, já que o Rubro-Negro conseguiu sair em velocidade e desarticulou a defesa do treinador Fernando Diniz. O sistema defensivo não suportou os ataques com profundidade, ou seja, o jogo com passes longos e médios nas costas da defesa. As linhas não estavam compactas. Por isso, dava muito espaço. O setor de meio de campo errou demais, e a zaga não acompanhou a rapidez dos atacantes. Talvez, o trabalho tenha sido facilitado, já que o jogo foi contra o time reserva do oponente. Após o 3 a 0, o Flamengo acomodou, e o adversário reagiu marcando dois gols.


No terceiro confronto, o Fluminense jogava pelo empate e tinha a equipe titular descansada. Enquanto o oponente decidiu poupar alguns titulares como, por exemplo, Cuéllar, Diego e Gabriel Barbosa. Mais uma vez, o clube da Gávea anulou o Tricolor. Foi melhor e venceu na estratégia. Acima de tudo, o clássico mostrou ao Flamengo duas coisas: para conseguir coisas grandes na temporada, ele precisará ter espírito competitivo, como esse duelo exigiu, e a estratégia correta para matar o adversário independente do seu estilo de jogo.

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