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A culpa é só do Fernando Diniz?

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Rádio Alternativa Esportes.

Diniz deixou o Fluminense após a derrota para o CSA no último domingo (18/08), no Maracanã (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)

Por: Almeno Campos


Olá, amigos e amigas da Alternativa Esportes!


O técnico Fernando Diniz deixou o Fluminense na última segunda-feira (19/08). Ele saiu do clube após a derrota para o CSA no último domingo (18/08), no Maracanã, pela 15ª rodada do Brasileirão. Após o jogo, ele foi hostilizado por boa parte da torcida. Essa mesma torcida que, semanas atrás, foi ovacionado após a vitória contra o Peñarol, pela Copa Sul-Americana.


Diniz chegou ao Tricolor das Laranjeiras neste ano. Foram 44 jogos, venceu 18, empatou 11 e perdeu 15. Neste ano, o Flu marcou 71 gols e sofreu 48, tendo 49,2% de aproveitamento. Porém, no Brasileirão, os resultados não vieram. Ele deixa o clube no 18º lugar na tabela da competição, com 12 pontos e a segunda pior defesa do torneio, atrás apenas da Chapecoense.


O técnico tem uma ideia de jogo muito interessante. Ter a posse de bola, valorizando o ataque, evitar ao máximo o “chutão” quando a defesa estiver sendo pressionada pelo adversário. É uma ideia de jogo bonito. Porém, isso dá certo em equipes com qualidade. Sei que farei uma comparação muito forçada, mas uma coisa é fazer isso em equipes como Barcelona e Manchester City, por exemplo. Outra coisa é fazer isso em uma equipe como o Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras tem um elenco fraco, muito abaixo do que exige a tradição e a grandeza desta instituição centenária.


A equipe comandada por Diniz apresentava muita posse de bola e também muitas finalizações. Seguem abaixo os dados do "Footstats" das finalizações até a última rodada do Brasileirão:

  • 253 Fluminense

  • 244 Flamengo

  • 232 Santos

  • 231 Palmeiras

  • 224 Atlético-MG

  • 212 Avaí

  • 208 Bahia

  • 205 Grêmio

  • 204 Athletico

  • 202 Vasco

  • 200 Chape

  • 199 Inter

  • 192 Goiás

  • 191 Cruzeiro

  • 183 São Paulo

  • 174 Corinthians

  • 171 Ceará

  • 167 Fortaleza

  • 156 CSA

  • 138 Botafogo


O Fluminense deu 253 finalizações. Isso dá uma média de quase 17 finalizações por jogo. Porém, o Tricolor marcou apenas 19 gols em 15 jogos, uma média de 1,26 gol por jogo. Ou seja, um gol a cada 17 finalizações. Isso é muito pouco.


O time cria, tem chances, finaliza, mas a culpa é apenas do técnico? É o Diniz que chuta ao gol? Ele não é o único responsável pela campanha ruim. É também de quem montou o elenco. Aliás, aqueles que montaram o plantel não estão mais no clube. O ex-presidente Pedro Abad deixou o clube no meio do ano. Agora, o mandatário é Mário Bittencourt, advogado que ficou bastante conhecido pelo episódio ocorrido com o rebaixamento da Portuguesa em 2013, que livrou o Flu do rebaixamento. O vice de Bittencourt é Celso Barros, aquele que era o mandatário da Unimed, antiga patrocinadora que deixou o clube em 2015.


Se o Fluminense está nesta situação que está, é por causa do que aconteceu no clube nos últimos anos. Um caos financeiro. Por conta disso, não é possível montar um grande elenco como era na época do antigo patrocinador. Sem um grande plantel, não dá para fazer grandes campanhas.


A culpa não é só do treinador. Ao menos os jogadores falaram que o Diniz não era o culpado. Reconheceram que estão falhando. Mas como fazer um estilo de jogo com posse de bola, uma tentativa de jogo bonito se o elenco é limitado?


Agora a missão de conduzir o time tricolor ficará a cargo de Oswaldo de Oliveira, novo técnico do clube. Ele já vem com uma reprovação de boa parte da torcida. Mas terá uma missão árdua de livrar o Flu do rebaixamento com um elenco fraco. Só o tempo dirá se isso dará certo.

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