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50 anos do Tri #3 - memórias de uma Copa do Mundo inesquecível: as quartas e a semifinal

Este é um artigo opinativo. O texto abaixo é de total responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, a opinião da Alternativa Esportes Web Rádio.


Por José Roberto Julianelli


O Peru seria o primeiro adversário do Brasil no mata-mata | Foto: Acervo/CBF

Ao ficar em primeiro lugar no grupo 3, o Brasil avançou para as quartas de final e encontrou em seu caminho a Seleção Peruana. Mais à frente, nas semifinais, enfrentaria a Celeste Uruguaia, num confronto marcado por muita pressão psicológica, como veremos a seguir. À essa altura, nosso time ganhava confiança e enchia de esperança a torcida brasileira que acreditava cada vez mais na conquista da Copa.


Jogo 4 - Brasil 4x2 Peru (14 de junho) - Quartas de final


Mais um jogo tranquilo para a Seleção Brasileira, dessa vez enfrentando, como dissemos, uma escola sul-americana, o que na opinião de muitos analistas da época facilitou o nosso trabalho.

Era uma tarde ensolarada de domingo, e a nossa Seleção não teve dificuldades para bater os peruanos por 4x2, com gols de Rivelino, Tostão (2) e, mais uma vez, Jairzinho. Após uma primeira fase discreta, Tostão conseguiu marcar duas vezes nesse jogo, dando mais confiança ao nosso atacante para os próximos e decisivos jogos.


No banco da Peru estava um ex-jogador da Seleção Brasileira, o maestro Didi “Folha-Seca”, que comandou o Brasil na conquista do bicampeonato em 58 e 62. Didi jogou também a Copa de 54 e foi o jogador que marcou o primeiro gol no Maracanã, no dia 17 de junho de 1950, num jogo entre as seleções do Rio e São Paulo. O Brasil estava na semifinal e iria encontrar um grande fantasma a ser superado.

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Pelé não marcou gol, mas protagonizou lance marcante com goleiro uruguaio | Foto: Acervo CBF

Jogo 5: Brasil 3x1 Uruguai (17 de junho) - Semifinal


Quis o destino que o Brasil, enfim, tivesse a oportunidade de acertar as contas com o passado, e se livrar daquela que foi considerada a maior decepção da história do nosso futebol. Vinte anos antes, em 1950, em pleno Maracanã, a Seleção perdera o título exatamente para os uruguaios. Essa frustração ficou marcada na memória do torcedor brasileiro e agora era a chance da vingança.


Os jornais da época, principalmente os do Uruguai, exploraram muito o tema para tentar fazer uma pressão psicológica sobre o nosso time, e parece que funcionou, pelo menos no início do confronto. Foi um jogo tenso do início ao fim, principalmente, quando aos 19 minutos do primeiro tempo, a Seleção Celeste abriu o marcador. Parecia que um peso enorme estava caindo sobre os ombros dos nossos jogadores, e os torcedores brasileiros ficaram atônitos e apreensivos diante das TVs, imaginando mais uma tragédia diante dos uruguaios.


O jogo estava muito difícil, se aproximando do final do primeiro tempo, e o Brasil atrás do marcador. Mas, aos 44 minutos, Clodoaldo, num lance de oportunismo, apareceu na área e marcou o gol de empate para desafogar o torcedor que voltou a ter esperança. Após o intervalo, teríamos um jogo totalmente diferente. Com o time mais aliviado e confiante, Rivelino virou para o Brasil e Jairzinho decretou o 3x1 no marcador, para delírio do torcedor brasileiro em todo o país. Eram 90 milhões em ação, gritando embalados pela marchinha “prá frente Brasil, do meu coração”!

Pela segunda vez, a Copa de 70 teve um "gol que Pelé não fez" | Foto: Acervo/Placar

Este jogo também tem um lance histórico, que acabou sendo ironicamente chamado “o gol mais bonito que o Pelé não fez”. Foi uma jogada em que ele recebeu um lançamento na grande área e percebeu que o goleiro Mazurkiewics estava muito próximo dele. Com um drible de corpo, sem tocar na bola, tirou o goleiro do lance e concluiu, já desequilibrado, porém, a bola passou rente à trave do arqueiro uruguaio, em mais um lance antológico e genial do Rei do Futebol.


Estávamos na final. O adversário seria a Itália, também bicampeã mundial, e o Brasil precisaria fazer um jogo perfeito para superar os italianos.

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