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25 anos sem Dener

Por: Matheus Romling


Dener encantava pela habilidade e dribles (Foto: Acervo Portuguesa de Desportos)


Na madrugada do dia 19 de abril de 1994, o Brasil recebeu com tristeza a morte de um dos maiores talentos de todos os tempos. Se não deu tempo de mostrar todo o seu potencial e conquistar títulos importantes, Dener Augusto de Souza deixou saudades.


Nascido no dia 3 de abril de 1971, cresceu no bairro da Vila Ede, Zona Norte de São Paulo. Dener conciliou o futebol com o trabalho para ajudar no sustento de casa, já que perdeu o pai muito cedo. Chegou a ser detido aos 16 anos, junto a outros cinco jovens, mas foi liberado.


Estreou pelos profissionais da Portuguesa em 1989, aos 18 anos, e logo chamou a atenção pelo futebol ousado, com dribles desconcertantes e levou a Lusa ao título da Copa São Paulo de futebol Júnior em 1991, competição na qual terminou como artilheiro com seis gols e melhor jogador da competição. Na final, o Grêmio foi liquidado numa goleada por 4 a 0.


Dener chamou tanto a atenção do Tricolor Gaúcho que foi contratado por empréstimo em 1993. Ficou pouco tempo no Sul, mas lá conquistou seu único título como profissional, a Copa do Brasil daquele mesmo ano. O jogador esteve presente na seleção, disputando 11 partidas com a camisa canarinho.


Em 1994, chegou ao Vasco da Gama, e na estreia, empate com o Newell's Old Boys (ARG), deixando o astro Diego Maradona, rival naquela partida, boquiaberto com seu talento, tanto que foi cumprimentado ao final da partida. Rapidamente caiu nas graças da torcida cruzmaltina, que cantava nas arquibancadas que “Dener era a mistura do Garrincha com o Pelé”.


Na flor da idade, quando retornava de São Paulo na madrugada de 19 de abril daquele mesmo ano, se envolveu em um acidente na Lagoa Rodrigo de Freitas. Seu carro, que era pilotado por um amigo, se chocou contra uma árvore. Dener dormia no banco do carona e com o impacto da batida, acabou morrendo. O condutor do veículo, Oto Gomes Miranda, acabou fraturando as duas pernas, e dois anos depois, foi assassinado em São Paulo, por envolvimento com o tráfico de drogas.


Carlos Alberto Parreira, então técnico da Seleção, falou que Dener era uma das possibilidades de convocação para a copa de 94, que acabou com o tetracampeonato do Brasil. A morte prematura de jogador entristeceu toda a nação. Fica a saudade dos grandes momentos dentro dos gramados e a reflexão sobre os feitos que ele certamente alcançaria.

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